«A ficção literária é semelhante à Fé: ou se acredita que o autor escreveu acerca de nós, ou não - e, destes, raramente perduram na memória. Eu tenho atrás de mim livros com páginas onde me senti profundamente religioso. A penitência pela assumpção dessa 'culpa' assumo-a na leitura dos jornais, onde nada me distrai da convicção de que sou um estrangeiro onde quer que me encontre.»
Sir Charles B. Walters. filósofo inglês prematuramente falecido (1855-1912)
segundo dados dum inquérito que o Expresso tem
divulgado aos bochechos na sua revista Única, 9% dos homens portugueses
já tiveram sessões de sexo virtual. ENA TANTO MENTIROSO!
o Primeiro-Ministro acabou de dizer, em discurso que as TV's
estão a transmitir em directo, numa conferência sobre emigração que se
está a realizar no Porto, que ela torna-nos mais cosmopolitas. mais umas
coisitas, mas esta ficou a bailar ali no meio e não vai para baixo por
nada. já bebi um copo de água
este gajo que contrate alguém com
três dedos de testa para lhe escrever os discursos, e rapidamente. mais
um assessor menos um assessor vai dar ao mesmo, e este tem a sua
necessidade justificadíssima pela recorrência destas bacoradas
«Naquele tempo, eu andava obsecado pelos deuses. Não me refiro a Deus, o Deus com letra maiúscula, mas aos deuses em geral. Ou com a ideia de divindade, ou seja, a possibilidade da existência de deuses. Era um apaixonado pela leitura e conhecia razoavelmente os mitos gregos, embora fosse difícil seguir a pista dos personagens que os habitam, porque se metamorfoseavam com frequência e as suas aventuras eram múltiplas e variadas. Tinha deles uma imagem necessariamente estilizada - figuras grandes, quase nuas, todos eles músculos, tendões e troncos semelhantes a barris - inspirados nos grandes mestres do Renascimento Italiano, Miguel Ângelo sobretudo, cujas pinturas devo ter visto reproduzidas num livro ou numa revista, eu que andava sempre à cata de corpos nus. Foram sem dúvida as proezas e os feitos eróticos destes seres celestiais que mais exarcebaram as minhas fantasias. A ideia de toda aquela carne tensa e arrepiadamente nua, sem outras roupagens para além das pregas marmóreas de uma túnica ou de uma faixa de gaze colocada de modo fortuito (...), satisfazia a minha imaginação inexperiente [mas] já exarcebada com devaneios e transgressões amorosas (...). Tinha uma noção escassa dos pormenores destas escaramuças que se desenrolavam sob a poalha dourada da Grécia. Imaginava o latejar e o estremecimento de coxas bronzeadas que, ao render-se, deixam a descoberto a carne pálida dos quadris e ouvia os gemidos de êxtase e de doce aflição. Todavia, a mecânica do acto estava para além do meu entendimento.
(...)
O amor entre gente crescida. Era estranho imaginá-los, tentar imaginá-los, debatendo-se nos seus leitos olímpicos na escuridão da noite, com as estrelas como únicos espectadores, a arfarem e a abraçarem-se, a trocarem carícias ofegantes, a gritarem de prazer como se estivessem a sofrer. Como justificavam esses feitos nocturnos perante os seus seres diurnos? Porque é que não se envergonhavam? (...) É verdade, eu era assim em rapaz. Ou melhor dizendo, ainda subsiste em mim uma parte desse rapaz que era então. Por outras palavras, um jovem [rude] com uma mente perversa. Como se houvesse outras. Nunca crescemos. Seja como for, eu nunca cresci.»
in "O Mar", John Banville, Edições ASA, 2006
como me entendes, caro! uma cambada, uma cambada! e como me descreves tão bem... ;-)
tirando os amores e umas coisitas de nada quanto a drogas, nunca fui
um radical. acho. nos meus dezoitos e subsequentes naveguei em áreas de extrema-esquerda
e até comunguei da ideologia maoísta. esta fase foi mais no meu período
moçambicano, em que aderi de peito amante e algum pulmão à revolução, crente de
que o tal mundo novo e o homem novo estavam ao nosso alcance: de todos, desta
vez num todos que abrangia mais do que o meu bairro e os meus amigos, a minha
piscina privada de sonhos revolucionários e conspirações imaginárias onde
banhava a sempre insatisfeita rebeldia adolescente. depois desiludi-me e
zarpei, embora tenha andado décadas com um caroço na garganta quando pensava se
tinha agido correcto, ou se, em falas simples, fora cobarde ao refugiar-me numa
segunda nacionalidade e pisgara-me às dificuldades que outros que ficaram enfrentaram.
hoje penso que essa dúvida imatura já se respondeu e arrumou de vez. porém
recordo-me de quase tudo o que vivi. e vi. do processo formativo do
enamoramento, da paixão, e daquela sensação que se foi instalando, qual
doençazinha que ia piorando dia a dia, em como algo ia tão mal no noivado que o
que desejava, dia a dia mais profundamente, era o divórcio. e vim-me embora,
vim conhecer a “minha terra” e por cá fiquei. até gosto.
uma das coisas que me vêm à cabeça, quando penso no tal
processo cumulativo de amuos e arrufos entre mim e o espírito revolucionário de
cariz tão radical como o que se viveu em Moçambique no pós independência, é a
insensibilidade latente com que medidas legislativas excessivas eram olhadas
pelo fervor revolucionário. restrições parvas. censura ideológica. espartilhos
atrás de espartilhos, e eu a pensar nos meus dezoitos e a achar que não era
assim que os queria viver. que os merecia viver. o regresso do medo após duas
mãos cheias de meses de plena liberdade não me caía bem. e, olhando para o
lado, vendo quem conhecia e ouvindo de todos acerca de abusos e de
arbitrariedades, não gostava. mais que temer por mim naquele momento, temia
pelo que seria a vida daí para a frente sob uma canga assim. as medidas revolucionárias sucediam-se e em
muitas delas não lhes via justiça social ou lógica atendível sob qual fosse o prisma que s’as olhasse: desmandos
legislativos insensatos, quando não, suspeitava, prenhes de ódio racial ou duma
xenofobia nacionalista que cheirava a tudo menos ao que sonhara e acreditara se
desejar construir-se no novo país. conseguir-se algo puro, novo, uma folha
branca para se construir sem erros. dessa fase quase nada deu certo, já é dos
livros de História. nos rodapés da memória ficaram as injustiças.
aliço isto a propósito das severas medidas de austeridade
com que nos castigam quase mensalmente. em que se vê quem alguma coisa tem –
nem que esse ter se refira a ser retribuído com um salário digno –, ser espoliado
via taxas e sobretaxas abusivas sobre tudo que mexe e não mexe, em que ser
proprietário dum bem relevante, seja um carro ou um imóvel, é vê-lo taxado e sugado como se fôssemos príncipes e não meros usufrutuários de bens de conforto
mediano e de necessidade justificável.
“só perdem os que têm”: esta frase, tantas vezes ouvida nos
meios revolucionários à época e local, era falaciosa, demagoga e
mal-intencionada. não poucas vezes dita além do fervor revolucionário com
ironia maldosa e por pura inveja. soou muito aquando das nacionalizações
generalizadas ao património urbano, em que dum momento para o outro aquilo que
não poucas vezes levou uma vida a adquirir deixou de ser propriedade de quem
labutou arduamente por isso. quando o sonho mais comum, mas tão difícil de
almejar, a casinha, um futuro mais confortável para os filhos, se reduzia a
cinzas via leis que por muito que viessem justificadas como justas e
socialmente necessárias para um futuro melhor e igual para todos, só podiam ser
olhadas como actos de pirataria por quem delas se tornou vítima. e eu
acrescento: por quem as olhava tentando ser isento. e, se a discussão se
estabelecia, lá vinham uns olhos brilhantes de rancor satisfeito exclamar: “só
perdem os que têm!”. esta frase também contribuiu para o meu desamor com o que
se vivia, pois sentia-a mais ou menos comungada mas, principalmente, “perigosa”
de ser contraditada. outra vez? não.
e vem-me tudo isto hoje à memória enquanto leio e ouço, e penso
em situações concretas. algumas próximas, outras que facilmente se adivinham, e
de todas estas migalhas calcula-se o volume da montanha: quem tem qualquer
coisa de seu, quem se achava há meia dúzia de anos atrás com saudáveis
expectativas duma vida dignamente encaminhada, confortável porque conquistada, hoje,
sente tudo isso ameaçado. sente-se agredido. vilipendidado, até: chamam, encapotadamente ou à
descarada, de ‘rico’ quem nunca assim se sentiu e viveu. talvez o tenha sonhado,
mas nunca usufruiu do que se supõe serem benesses de tal degrau social. porém o
Estado assim o trata, assim o taxa. ganhas razoavelmente? então dá cá mais.
tens uma casinha tua (embora o teu Banco sorria ao teu sentimento de posse)?
então dá cá mais. o carro? nem que não tenhas dinheiro para lhe pôr gasolinae já cresçam ervas ao pé dos pneus, dá cá na
mesma. e sempre mais, mais, mais. pura rapina social a que só uma minoria escapa
pois, felizmente, este é um país onde a classe média já é maioritária. amanhã
não sabemos, além de que naturalmente a média será obtida mais abaixo.
“só perde quem tem”: a sangria social como ideologia. o
radicalismo ideológico que preside a estes desmandos vem de quadrantes opostos
àqueles que noutros tempos conheci e referi, e agora me serviram de mote. mas “eles”
são os mesmos. o mesmo olhar. e a mesma insensatez. desta vez não tenho outra
nacionalidade na algibeira para me socorrer: fico, não fujo. não tenho refúgio.
quarenta anos depois estou assim. o mesmo incómodo. a mesma vontade de zarpar. mas, agora, irrealizável.
Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais
este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega o pior já passou
há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão
desvia os passos do medo. Dorme, meu amor -
a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste
e pode levantar-se como um pássaro assim que
adormeceres. Mas nada temas: as suas asas de sombra
não hão-de derrubar-me eu já morri muitas vezes
e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos
agora e sossega a porta está trancada; e os fantasmas
da casa que o jardim devorou andam perdidos
nas brumas que lancei ao caminho. Por isso, dorme,
meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e
nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já
olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui,
de guarda aos pesadelos a noite é um poema
que conheço de cor e vou cantar-to até adormecer
Maria do Rosário Pedreira
imagem: "le soir et la douleur", de Gustave Moreau
"Os êxitos têm apenas por companhia inseparável a confusão e um punhado
de ideias baratas sobre o mundo. Notamos de imediato aqueles que têm
êxito e gozam a consideração alheia, ficam gordos de uma
auto-complacência contente, e a força da vaidade infla-os como balões e
quase deixamos de os reconhecer. Deus proteja um bom homem da
consideração de terceiros. Se não se tornar mau, ficará pelo menos
confuso e perderá a força."
Robert Walser, in "Jakob von Gunten"
tão verdade...
têm um blogue? Facebook? não se sentem enojados com tanto nascisismo, e na triste maioria completamente sem um suporte que seja legível sem um esgar, antes do abandono? mas é vê-los, ouvi-los. que ridículos. que feios e sem se verem.
"A companhia da literatura é perigosa, tanto que eu, por vezes, a
pessoas que aprecio não vejo motivos nenhuns para lhes aplaudir que
leiam muito e penetrem tanto nos livros, e o que lhes desejo é o Bem, e
qualquer um que tenha lido por exemplo Kafka conhece perfeitamente
«quanta angústia excessiva para nada» (como dizia Pessoa) há na
literatura. Como diz Magris: «Kafka sabia perfeitamente que a
literatura o afastava do território da morte e permitia-lhe compreender a
vida, mas deixando-o de fora. Assim como lhe permitia compreender a
grandeza do padre judeu, modelo de homem, mas não lhe permitia
precisamente sê-lo.» Precisamente porque a literatura nos permite
compreender a vida, deixa-nos fora dela. É duro, mas às vezes é o melhor
que nos pode acontecer. A leitura, a escrita, buscam a vida, mas podem
perdê-la precisamente porque estão inteiramente concentradas na vida e
na sua própria busca. Talvez seja a melancolia da tarde em que
estou a escrever isto, mas a verdade é que estou a falar de um nó
inextricável de bem e de mal, de luzes e sombras inerentes à leitura e à
literatura. Tudo isto é duro, para quê nos enganarmos. Trata-se de uma
dureza que, segundo Gombrowicz, a boa literatura possui como produto de
um instinto de agudizar a vida espiritual. Há dias em que recomendaria
ler aos meus piores inimigos. Precisamente porque a literatura nos
permite compreender a vida, fala-nos do que pode ser mas também do que
podia ter sido. Às vezes não há nada mais distante da realidade do que a
literatura, que nos recorda a todo o momento que a vida é assim e o
mundo foi organizado assado, mas poderia ser de outra forma. Não há nada
mais subversivo que ela, que se ocupa de devolver-nos à verdadeira vida
ao expor o que a vida real e a História sufocam."
Enrique Vila-Matas, in 'O Mal de Montano'
recebido por mail. obrigado. mas a necessidade - e o prazer! - que assim tenho em esconder-me às sapatadas da vida, desta forma recriada, ajustando em precisão de relojoeiro-leitor a puta da realidade!...
sem a escrita morreria. mas sem a leitura morreria ainda mais depressa. quando escrevo, quando leio, tudo é real. o paradoxo: por isso dói tanto viver quando se recusa a ignorância, e se adopta como olhar a sinceridade da nudez própria. mas continuo a conseguir chorar.
Cette blessure
Où meurt la mer comme un chagrin de chair
Où va la vie germer dans le désert
Qui fait de sang la blancheur des berceaux
Qui se referme au marbre du tombeau
Cette blessure d'où je viens
Cette blessure
Où va ma lèvre à l'aube de l'amour
Où bat ta fièvre un peu comme un tambour
D'où part ta vigne en y pressant des doigts
D'où vient le cri le même chaque fois
Cette blessure d'où tu viens
Cette blessure
Qui se referme à l'orée de l'ennui
Comme une cicatrice de la nuit
Et qui n'en finit pas de se rouvrir
Sous des larmes qu'affile le désir
Cette blessure
Comme un soleil sur la mélancolie
Comme un jardin qu'on n'ouvre que la nuit
Comme un parfum qui traîne à la marée
Comme un sourire sur ma destinée
Cette blessure d'où je viens
Cette blessure
Drapée de soie sous son triangle noir
Où vont des géomètres de hasard
Bâtir de rien des chagrins assistés
En y creusant parfois pour le péché
Cette blessure d'où tu viens
Cette blessure
Qu'on voudrait coudre au milieu du désir
Comme une couture sur le plaisir
Qu'on voudrait voir se fermer à jamais
Comme une porte ouverte sur la mort
Been dazed and confused for so long, it's not true
A-wanted a woman, never bargained for you
Lots of people talkin', few of them know
soul of a woman was created below, yay
You hurt and abuse, tellin' all of your lies
Run 'round sweet baby, lord, how they hypnotize
Sweet little baby, I don't know where you been
Gonna love you baby, here I come again
Every day I work so hard, bringin' home my hard-earned pay
Try to love you, baby, but you push me away
Don't know where you're goin', only know just where you've been
Sweet little baby, I want you again
That's not my babe
Ah, ah, ah, ah
Did you ever look-up my woman
Ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah-ah, ah-ah-ah-ah
Ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah, ah
Ahh, ah, ah, ah, ah
Ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ahhh, ahh
Oh, yeah, alright, alright
Ah, ah, ah, ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah
Ah-ah, ah-ah, ah-ah, ah-ah
Oh, I don't like when you're mystifyin' me
Oh, don't leave me so confused, now
Whoa, baby
Been dazed and confused for so long, it's not true
Wanted a woman, never bargained for you
Take it easy, baby, let them say what they will
Tongue wag so much when I send you to bed, oh, yeah, alright
Comin' in easy on the sea train.
Walkin' out under the fog again,
And the sky don't explain
If I'm up or across or down, town around just like then.
The neon screen will never know when.
Be quiet or dream,
And just not crowd the scenes
Of my mind's sound.
I'm goin' under and comin' on out
To see you again.
My mind's been wanderin', but I'm about
To meet you again.
The rhythm of hearts plays in my veins
Like some long-gone lonesome sea train.
I'm only sure that the weather would break if I did.
They'll come easy, then go glad.
Your child at the window says the rain don't look sad,
And you ask me who's mad
As you show me your lost and found.
Down, you're bound again.
With your fan, my fire turns to wind
Your glass fills mine with sand,
You shout, "I'm not your land!"
And I hear the ground.
I'm a weeping shadows, feeling like a willow
Bearing Martha's flower; as the sun comes, I come.
Far across the street, clear across the stream,
The sun shall come.
If you're in a tree and the forest falls, who hears you?
[musical interlude]
And the hills meet the wind, making dew.
We see us again.
As the sun behind clouds, breaking through,
We're gonna meet them again.
The rhythm of hearts plays through my veins
Like some long-gone lonesome sea train.
Rain in the meadow beats the river to the ocean.
O prisioneiro do céu, Carlos Ruiz Záfon
Praça de Londres, Lídia Jorge
Comboio de sal e açúcar, Licínio de Azevedo
Contos e lendas, Carneiro Gonçalves
A voz dos deuses, João Aguiar
A breve e assombrosa vida de Oscar Wao, Junot Díaz
Alentejo e Ninguém, Manuel Alegre
O príncipe da neblina, Carlos Ruiz Záfon
O homem que comia dinheiro, Rosina Umelo
Aquele Verão em Paris, Abha Dawesar
inicio hoje "A última concubina", de Lesley Downer. quase nada sei sobre ele. e sobre ela, autora, então é um redondo nada. o que sei? é um romance histórico passado no Japão, séc. XIX. e foi muito barato - saldos de Verão... quem sabe se?... só lendo-o...
«nunca menosprezes a culpa. as emoções vivem num pântano denso, húmido de luzes e de perigos, onde facilmente a culpa nos dá a mão. e enredamo-nos, e perdemo-nos.»
Sir Charles B. Walters, filósofo inglês prematuramente falecido (1855-1912), conversando com um espelho
This is for all the lonely people Thinking that life has passed them by Don't give up until you drink from the silver cup And ride that highway in the sky
This is for all the single people Thinking that love has left them dry Don't give up until you drink from the silver cup You never know until you try
Well, I'm on my way Yes, I'm back to stay Well, I'm on my way back home (Hit it)
This is for all the lonely people Thinking that life has passed them by Don't give up until you drink from the silver cup And never take you down or never give you up You never know until you try
Santarém, 15 de Setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Os seios das raparigas tremem um resto de frio nos decotes — e os seus vestidos têm agora saias mais curtas. Os rapazes encostam-se à pele dos muros e escrevem vergonhas. Ai, quem me dera ter outra
vez a idade deles para não saber que a morte nunca desiste de chamar pelo amor.
Maria do Rosário Pedreira
(copiado do blogue de Eduardo Pitta, Da Literatura, com pequena nota crítica à sua obra poética aqui.)