terça-feira, 8 de março de 2011

a Claudina, de Hellmeirim


a "Ti Claudina" é um dos cromos históricos de Almeirim.
embora longe vá o tempo em que o seu café era ponto de encontro (abre lá p'las 4 e picos da matina) de malta de saída de discotecas, caçadores e pescadores ainda ramelosos e à procura do primeiro café que os animasse às sagas em partida, camionistas ensonados, bêbados, junkies e até putas que perderam mais uma boleia na noite-vida, mesmo assim, se a fauna minguou por imperativos de tráfegos e declínio de modas, ela, a resistente, lá continua a servir e a servir-se, que sandes como as dela ainda não há e muito cuidado com os trocos, pois pode não saber ler uma letra do tamanho dum comboio mas no dia em que o infeliz €uro entrou em circulação fez a receita da vida, não acertou um único troco e em nenhum a casa ficou a perder.
ora ouçam-na a poemar... ;-)

2 comentários:

Isabel Ribeiro disse...

'Quem lê assim não é gago'.... e de pernas para o ar é de génio... ou poeta...

Carlos Gil disse...

a Claudina é demais! mas tadita, já tá velhota... se soubesses as cenas que lá assisti... até que quando fui merceeiro o meu tasquito era a uns 50 metros eheheh :-) um dia conto! ;-)