quinta-feira, 3 de maio de 2007

existem vários tipos de desgraçados

Há inúmeros tipos de desgraçados
e é por eles que morro
Existem os que abandonam nas ruas o cachorro
Ah, mas existem piores,
aqueles que recolhem e maltratam
Existem os que abandonam e outros que matam.

Há inúmeros tipos de desgraçados
sob qualquer conceito
Existem os que atiram sem pena no meu peito
Ah, mas existem ainda bem piores,
que matam à míngua
Existem desgraçados que matam com a língua.

Atordoado e confuso
assentei-me sobre o banco da praça
Pensando sobre quão forte era a minha dor
e enorme a minha desgraça
Acariciei o fio da lâmina
certo que sentiria dor quando rasgasse os pulsos
E ali parado permaneci
até que passassem de morte para vida
os meus impulsos

Carlos Bê

2 comentários:

Anónimo disse...

Um abraço ao Bê.

Gil, a não perder, no 'Y' do 'público' ontem (pág.34), "O que eles dizem sobre escrever". Beijo, muf'.

Carlos Gil disse...

claro!... se ainda o apanhar... :-(
bj à parisiense, enfia-lhe uma bejeca 'a meias' comigo