Bebi meia garrafa de vinho que era novo
mas o seu sabor era tão velho como só eu sabia.
Bebi-o todo, todinho:
em vinte minutos bebi quarenta e
(e!!) cinco anos. De olhá-la, arrolhada.
Matei a sede? eu vi-lhe o fundo:
o verde ovalizado,
verdete pústula, pus velho
crosta que por ser meia,
a garrafa, de mim se escondia
(mas eu sabia...)
Depois deitei-me à sombra
de minha meia garrafa vazia.
Não sinto ressaca, dor ou alívio.
Bebi-os todos, gota a gota
quarenta-e-cinco-raivas
antes de ontem abri-la
e beber, beber
até ao verde ovalizado de meu fundo
(garrafeira privada, 6 de Maio de 2009)
Mostrar mensagens com a etiqueta moi. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta moi. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 7 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
domingo, 19 de abril de 2009
quirimba-se-me o aluar
(imagens pescadas aleatoriamente no Google Imagens, links múltiplos)




..e regresso no tempo, no rememoriar em que fui feliz quase assim:
fui-o de forma diferente. tive um aro de bicicleta e o arame para guiá-lo e também um pneu com um jarro de água dentro e seus paus-guiadores. a tralha que todos tivemos e então nos regalou.
todavia nas Quirimbas não, e estou a ficar um descarado nisto de exigir tutti quanti quando se trata de Aluar.
...é trair Kiribati"...? acho que não. ele é tão múltiplo que existe até no "copy-paste", mais umas letrinhas a acompanhar para contar.
um regalo, isto de sonhar :)
sábado, 11 de abril de 2009
Luas da minha rua

Ao fundo da minha rua vejo uma Lua
maior que ela. E nem de noite nem
de dia me esqueço como é linda,
a Lua na minha rua é tão bela...
Se erguer a mão toco-lhe,
trava-me a gravidade e o medo.
As luas são as luzes de meus sonhos,
refúgio e cela, sonho e grilheta,
ilusão de evasão.
Se acaso descolar sei para onde voar:
ao fundo da minha rua habita
a razão de eu partir e é tão bonita...
quinta-feira, 9 de abril de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
depois vem a lágrima

diz quem sente para não sentir que não existem dias especiais. que todos o são e é Natal sempre que um Homem quiser. logo logo acrescenta a lágrima que referenda como, afinal, há dias em que se sentem mais as ausências. diz assim quem sente quanto valem os afectos e a sua falta.
hoje é dia do Pai, alguns atrás foi o dos Namorados, o da Mulher, e certamente alguém amante d'algo especial e o perdeu, igualmente dirá no dia que lhe é dedicado - seja qual for: "é Natal sempre que..." - que não, eles são todos iguais e todos são especiais. depois vem a lágrima.
fui e sou o pai possível e tal como em tudo terei melhorado com a idade. mesmo com as carências implícitas no dito, enquanto pai em exercício, como filho fui perante meu Pai soma de mais tristezas que alegrias e causador dalgumas das tais lágrimas, que as houve, não duvido, embora delas não recordo além da sua capa, o olhar de tristeza. os de reprovação não contam pois neste novelo são nós menores.
hoje pouco leio na Net. da lista lá em baixo visito meia dúzia ao dia e tanta vez chego ao fim achando que enchi demais o cabaz, consumista de nadas e nada importante ao meu dia. mantenho-os pelos fogachos pois tal como acredito acontecer cá no tasco todos são mãe de labaredas que num sopro acendem brasas quando já se esfria o olhar, cansado da voltinha.
e há outros (outros) que não estão na lista pois o seu lugar não é de rol mas de mais cimo, o "gordinho". puxo isto à conversa por causa do Dia do Pai e como, nele, li a lágrima, aquela que não sei soltar. fi-la minha porque não sabendo dizê-lo sinto tão quase igual que ela é a mesma: sou filho antes de ser pai.
precisava dizer isto.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
