sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

c'est la meme chose...



há sentimentos extremos. quer no sentido de opostos, quer de nos extremarem quando nos tomam e arrebatam. e directo ao que interessa, ao que este cartoon me fez [arrevezadamente, tá bem...] pensar: amor e ódio são assim tão diferentes? _quando o 2º nasce em solo lavrado pelo 1º?

creio que não. quem ama nunca esquece, é lugar comum filho da boa sabedoria. quem odeia o ser amado não deixou do amar: está enraivecido por uma desilusão profunda, e chama doutro nome o que afinal é igual e o mesmo: amor. dorido, sangrando, rosnando, mas é amor. venha o gesto, a palavra, o olhar certos, e qual ódio qual quê... amar também é sofrer. odiar com aspas.

não é hobby. amar é a tempo inteiro. mesmo quando se "odeia".

o behaviorismo e um livro que foi filme de sucesso: "A laranja mecânica", de Anthony Burgess


o artigo de Anthony Burgess que vem na edição de hoje do Ípsilon, "A condição mecânica", é fabuloso. datado de 1973, quer por tratar da génese cognitiva do seu romance "A laranja mecânica", e posterior postulado multidisciplinar elaborado após o sucesso que obteve via a adaptação cinéfila de Stanley Kubrick, não tem réstea de datagem que nos condicione, hoje, na sua leitura: as noções de 'bem' e de 'mal', da liberdade do indíviduo perante elas e as interrogações acerca dos limites ao Estado ("a sociedade") no seu condicionamento, não sofreram alteração de monta que levasse a, se escrito hoje, o cerne da obra (o livro; o filme; agora o artigo) fosse diferente.

é para guardar. separar as folhas do jornal e juntá-las onde tudo se complementa: dentro da obra, precioso auxiliar numa desejável releitura, das tais 'um dia'. nem que nunca aconteça, é lá o seu lugar. entretanto recomendo a leitura. do artigo, tão e já acessível. do livro, quando puder ser. o filme até é fiel, mas...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

melhorar o facebook



proponho que em vez do ilusório 'Sair' esteja um realista 'Até já'.

livralhadas


«Además te quiero, y hace tiempo y frío»

Julio Cortázar

bonitas

«o que é a felicidade? o máximo que conseguirmos ter. o resto não se chama assim: chamam-se nuvens. bonitas.»

Sir Charles B. Walters

domingo, 9 de dezembro de 2012

em jeito de berreiro:

QUERO UMA VIOLA NO NATAL! (humpf...)

à volta dos "The jazz composer's orchestra": '76, Lisboa, e o novo mundo ali ao lado


 "The jazz composer's orchestra": em 1976, numa 'república anarquista' em que vivi, em Lisboa, ali a bordejar a Praça das Flores e a Assembleia da República, pertinho dum supermercado 'Pão de Açúcar' onde revolucionariamente nos abastecíamos de bifes de perú e de meios-repolhos, uma casseste num contínuo sem fim. eles. demorei estes anos todos a voltar a encontrá-los.

estou a ouvir. não é igual. falta. falta quê? o momento. a névoa. tudo. mas ouço. respeito por mim que-fui (e por eles, eles todos; a cassete e a ouvi-los), pelos momentos que lá vivi. sem pinga de humildade - ou qualquer outra coisa assim, não foi uma licenciatura da arte da vida mas sim seu mestrado. explico-o sem dificuldade

sábado, 8 de dezembro de 2012

porque hoje é sábado


"matiné de carinho"

hoje queria ir ver um filme antigo,
tão antigo como nós.
do tempo em que o cinema era-nos especial
e escondíamos as lágrimas que se colavam como feitiço.

e ríamos tanto, tanto, antes e depois do filme
que o seu bilhete era a porta íntima do mundo.

hoje queria estar contigo,
e voltar a ver os nossos filmes um por um.
as lágrimas, o riso, a centelha de te tocar no braço e acreditar
que há momentos como o princípio do mundo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

é.... "às vezes" é a sensação que fica...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

o 'pater familias' (e a corrupção). África ensina-nos

 
de África, sabe-se, veio a espécie humana. que depois se espalhou pelo globo, pigmentou-se e adquiriu características físicas e sociais conforme uns dois ou três milhões de anos de desenvolvimento regional ditaram - as 'raças', até chegarmos a este "melting pot" que nos faz o que somos: diferentes, mas de matriz única: a Humanidade. é a antropogénese, é a nossa História.

e África não pára. ensina-nos. dá-nos matrizes, dá-nos esperanças. a parvoíce chauvinista norte-caucasiana faz hoje parangonas em jornais (e nas 'redes sociais'...) em como um país africano de nome com sons exóticos nos ultrapassa no índice de 'menor corrupção', como se tal fosse a vergonha suprema. discurso feio pelo que radica sob a sua pele, a pigmentação moral. mentalidades que não se abandonam facilmente. infelizmente. mas enfim...

Roma, o grande Império Romano, a par da civilização grega e dos ideais da revolução francesa um dos baluartes do que somos, a dita Civilização Ocidental, possuía no seu escalonamento social e como figura máxima da instituição Família o "pater familias", consagrado até no seu Direito. dele, Direito Romano, emanou muito do nosso actual. bebemos nele muitos dos conceitos que são trave e varão do nosso, e o estudo do direito romano ainda é considerado indispensável à correcta compreensão dos sistemas jurídicos de hoje.

esta seca toda como introdução ao filminho-documentário que agora peço que vejam. com mente aberta. olhando (novamente...) África como fonte. abusando do paralelismo fácil e a jeito de piadola, de (me/nos) interrogarmo-nos se este será o [natural] sucedâneo do 'pater familias' romano. interrogarmo-nos igualmente se, de África, virá em nosso benefício mais do que o bom exemplo de desenvolvimento e práticas anti-corrupção do Botswana. Angola, tão mal classificada nesse índice - 157º lugar - tem outros onde dá cartas: do seu Sul, a rasar o deserto de Namibe, o sr. Tchicuteno explica como. aprendamos, irmãos! sem stress... :-)
 
 
 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

as virgens e as quecas. ou, recordando 'O Meu Pipi'




lembram-se do blogue "O Meu Pipi"? o blogue que no início do milénio acordava Portugal e punha-lo a rir? _era campeão de audiências, e 'tudo' que tinha net no job não começava a carimbar papéis sem primeiro sacar 'um sorriso sacana' lendo O Meu Pipi. e comentando-o, gargalhando, com os colegas

eu lembrei-me de repente. um repente abençoado, porque deste post especialmente: a 'crítica' duma queca "numa crica virgem, de 72 anos".

leiam que vale a pena - todo o blogue: um humor fantástico, e muito bem escrito. durante muito tempo aventaram-se nomes de vários escritores como putativos autores do blogue, embora muito mais tarde se veio a saber a autoria: uma prof de português

saco este naco. este bom naco:

"A broca entrou às 19h45. Às 19h48 estava a perfuração concluída. Em vez do tradicional sangue, saiu uma mistela verde. Digo eu: 'Vamos lá a ver se não tem já a pachacha estragada, minha senhora. Isto devia ter começado a ser consumido por volta de 1945.' E ela: 'Como diz?' E eu: 'NÃO SEI SE O PITO AINDA ESTARÁ BOM!' E ela: 'Como diz?' E eu: 'O PITO, O PITO! … É CAPAZ DE JÁ ESTAR PASSADO!' E ela: 'Escarranche-me mas é isso, jovem.' Escarranchei. A velha sorria infantilmente. Digo infantilmente por duas razões: primeiro, porque era um sorriso germinal, novo, de descoberta; segunda, porque a velha não tinha dentes, e por isso ria como os bebés. No final, confessou-me que não se lembrava de ter tido uma sensação tão forte na vida tirando a trombose."
 
e há livro, está à venda aqui.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Silêncio e Tanta Gente



Às vezes é no meio do silêncio

Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
É um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um altar aonde não estou

Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou é um grito
De um amor por acontecer

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que eu sou

Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Maria Guinot (letra e música)
ontem. soube-o hoje de manhã

O lugar do Amor


Amo-te
com pressa
de não acabar o amor.

in "Casa térrea"

--/--

Entrar contigo
dentro das searas
e depois
trigo
sairmos da terra.

-/-

Imóveis, seguros
no calor um do outro.

E não importa
a crueldade perdurável,
que chova, vente, esteja frio
na primavera que não veremos.

-/-

- Se eu te desse a folhagem
da acácia sempre-verde
que farias tu por mim?

- Seria búzio, obstinação do mar.
E com fúria na boca me beijaste.

in "A boca junta"

António Osório, "O lugar do Amor", 1985 (2ª edição)

domingo, 25 de novembro de 2012

non, je ne regrette rien



Não, Eu Não Me Arrependo de Nada

Não! Nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal - isso tudo tanto faz!

Não, nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado!

Com minhas lembranças
Acendi o fogo
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!

Varridos os amores
E todos os seus temores
Varridos para sempre
Recomeço do zero.

Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo tanto faz!

Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias
Hoje, começam com você!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012


poucas vezes este bicho foi tão importante como será este final de tarde e noite. sim, aguardo boas notícias. as melhores destes últimos três anos

os "movimentos inorgânicos"



...e dou por mim a pensar isto: não excluo uma relação directa entre a 'surpreendente' votação em Manuel Alegre nas Presidenciais de 2006 - e o descalabro da conseguida em 2011, e a 'surpreendente' adesão maciça à manif' de 15 de Setembro último. acessoriamente, até associo ao pensamento alguns 'surpreendentes' resultados eleitorais do Bloco de Esquerda.

...e dou por mim a pensar se 'a relação inorgânica' é a esperança (o futuro?) da esquerda portuguesa...

o gato e o rato



(leituras do jornal Público de hoje)

estupenda, a entrevista de São José Almeida e Leonete Botelho* a Jerónimo de Sousa** no Público de hoje (em versão curta, aqui na edição online).

o jogo entre a qualidade das perguntas e das evasivas mostra o velho (eterno?) jogo do gato e o rato entre o jornalista e o político, com argúcia como raramente vi/li (estou no meu dia de hipérboles, passem esta). nesta entrevista o entrelinhado é evidente, e lê-se com tanta nitidez que há alturas onde o não-dito se sobrepõe às letras grafadas. sobre cá dentro, e lá fora: a "Europa".

* jornalistas, e ocasionalmente politólogas
** secretário-geral do PCP, 'alma mater' da CGTP, e 2º ou 3º 'alter ego' do seu secretário-geral, Arménio Carlos

sobre a privacidade na Internet



(leituras do jornal Público de hoje)
entrevista a Jeff Jarvis, "um dos grandes gurus americanos da Internet", muito interessante. sobre 'nós'. e não é grande, lê-se rapidamente.

destaco (uma em várias):

"Quais são os grandes desafios de alguém que tem uma relação natural com o mundo online hoje e publica muito, quando estiver a procurar emprego no futuro, por exemplo?

- Fez alguma coisa embaraçosa quando era nova? Todos o fizemos. O problema não é termos feito coisas embaraçosas, é tornarmo-nos intolerantes em relação a isso mais tarde. Chamo a isto a “teoria da humilhação mútua assegurada” – eu tenho os meus momentos de humilhação, tu também, não fales dos meus que eu também não falo dos teus. O que espero é que isto crie uma sociedade mais tolerante, em que respeitamos os medos e erros das pessoas."


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

imortais


«é Natal, é Natal, vem aí o Pai Natal...»


as memórias. visitando-as e revisitando-as uma e uma e outra vez esmagam o vácuo do tempo, desenrugam-se polidas pelo beneplácito da distância e tornam-se imortais. os momentos, os locais. os companheiros de juventude. e nós próprios: torna-nos imortais. 

e a construção-reconstrução... porque não? eu tive uma viola, tive sim. mal aprendi - como em tanto, em tanto... - mas tive-a sim. não minto. alouro. adorno, mas a essência está lá. penteio-me despenteando-me.

quando me calo e olho sou o que quero ser. será? deixa acreditar! deixa adolescer. porque não? 

eu, a fazer figas! ;-)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

um bom Novembro

idades cidades divindades, Mia Couto
Um homem singular, Christopher Isherwood
As paisagens perdidas, Nuno Bermudes
Budapeste, Chico Buarque
Derrocada, Ricardo Menéndez Salmón
Os fantasmas do Rovuma, Ricardo Marques
O ente querido, Evelyn Waugh
Todas as Palavras - poesia reunida, Manuel António Pina

domingo, 18 de novembro de 2012

...e nada tem tanta importância como uma data

terça-feira, 13 de novembro de 2012

o não ao AO. ainda. sempre!

já passei pela experiência da leitura de dois livros segundo "as novas regras": triste. além dos jornais, aqueles que correram "a aderir": dá vontade de amarfanhá-los. 

aqui? pela net? blogues ou facebook? sou prático: por regra, quando detecto 'a maleita' abandono de imediato o dito. a excepção que compõe a minha regra é exclusivamente dedicada àqueles que, cumulativamente, a) sei que o apreço pela boa escrita nunca foi considerada prioridade; b) cujo pensamento prezo saber. eu disse: cumulativamente...

ps: sou algo benevolente com os que, por profissão, foram obrigados a aderir. o bom exemplo são os professores de língua portuguesa. no activo.

domingo, 11 de novembro de 2012

 

"..e que nada nem ninguém é mais importante do que nós próprios. E não devemos negar-nos nenhum prazer, nenhuma experiência, nenhuma satisfação, desculpando-nos com a moral, a religião ou os costumes."
 
Marquês de Sade

orgasmo. marítimo e poético



no dia internacional do orgasmo
fui ver o mar
fez-se a mim fiz-me a ele
as ondas desta vez tombaram de pé e
espumaram de gozo

 

Bénèdicte Houart

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

enfim o sucesso: a vagina-maçã



aqui no tasco tenho um mini-registo de visitas. não as 'conta', mas regista as 20 mais recentes. é uma forma de cuscar o mundo além desta folha negra, saber quem veio... e em muitos casos ao que veio: quando surgem provindo duma busca por determinada palavra ou expressão, dum motor de busca, indica-a.

ora o meu best seller quanto a isso é... vaginas. sim, vaginas. raro é o dia em que não tenha 'clientes' à procura de vaginas. cosidas, assadas, compridas, estreitas, peladas ou ao natural, todos os dias recebo no meu canto incautos que o julgam um bordel. ou um museu, sei lá.

a culpa é deste post, onde além da dita palavra aparecer várias vezes mencionada, alourei-o com uma imagem que o Santo Google me deu quando procurei algo que... algo que se adequasse. ao caso, uma maçã onde o miolo parece de facto uma coisa linda.

ando no blogue à procura de outra coisa. mas, ao dar com esta velharia - é de 26 de Dezembro do ano passado - lembrei-me do chamariz contínuo que se tem mostrado. não sei se quem vem fica, se lê alguma coisa ou só se baba à vista da imagem, no desejo de trincar a dita, rilhá-la bem rilhadinha. seja como for espero não desiludir ninguém: cá, afinal, não são só 'palavrinhas' que se desejam sedutoras, também há 'bonecada' para entreter vistas tão sedentas que se socorrem de motores de busca para ver... 'pardalitas'. ou se calhar é por causa da maçã...

A Laranja Mecânica e o Hotel Polana

uma reflexão crítica sobre o hiper-famoso filme "A laranja mecânica", de Stanley Kubrik, e sobre o desvio que o realizador praticou no seu final, relativamente ao original plasmado na obra (literária) de Anthony Burgess. interessante.

já agora um 'Quiz', para quem viu o filme e é moçambicano ou luso-moçambicano: na cena em que o personagem principal, o vilão Alex, é submetido a um tratamento inovador e experimental em que é injectado com uma droga e forçado a visionar imagens que lhe eram aprazíveis (enquanto ouve a 9ª sinfonia de Beethoven, o seu must musical), de forma a criar-lhe uma aversão psicológica e física ao que as imagens mostram ou simbolizam, que edifício emblemático de Lourenço Marques - e ainda hoje o é, de Maputo - aparece?


ps: o filme, em LM, passou no Scala

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

a minha verdadeira invenção do amor

 
(...ou procurar na memória. aquele que tivéramos e se perdeu. aquele que não tivemos mas desejávamos ter. aquele que suspeitávamos existir mas não sabíamos que existia até dar-mos com ele, ali, a chamar-nos. aquele que...)
alfarrabistas:  
vou-vos contar da alegria. a alegria de ter 'encontrado' um que perdera e outro que não tivera. A Invenção do Amor, Daniel Filipe. A Noite Dividida, Sebastião Alba. este é o prazer. o prazer em tocar-lhes, até cheirá-los, sei lá se em busca de pistas acerca do dono primitivo, quem foi, porque o abandonou, se em busca duma qualquer alquimia emocional que, dizem, o cheiro dos livros nos trás. o toque de campainha. será o correio? e quando é, e quando trás o embrulhinho. meu. meu. sou bibliófilo. além do prazer de lê-los? o prazer de tê-los.
perco-me a ler. a sonhar. perco-me em tantas coisas, e esta é daquelas em que nem que o meu mundo acabe me irei arrepender.