Cai-me a tentação aos olhos em momento que para "prazeres" ameaça-se tão adequado como régua e esquadro ao contorno feminino se a olhar-se o resultado a imaginação estiver anestesiada. Mas até uma lágrima pode ser "prazer" se o gordinho não foi enxaguado até às rugas, se o deslizar duma palavra, um dedo, um olhar, fê-lo pingar e contá-lo ao Mundo, húmido de prazer, mariscando-o, luando sonhos.
Escalam-se os anos e de cada ficam memórias não organizadas cronologicamente mas sob critérios emocionais: gostei; não gostei. E recordo-me do prazer algures nos tempos em que os calções eram o equipamento para as melhores corridas do mundo acerca de tudo e outro tudo ainda, aquelas em que o último a chegar era maricas, e em como segurei em carícia de pormenores o meu primeiro Dinky Toys, como nas minhas mãos ele se agigantou bem além da escala maior à dos escanzelados Matchbox's com que até aí soletrava o prazer de brincar às corridas na borda do passeio: era tão lindo, elegante, eficiente, que seria invencível e o meu prazer de então ainda hoje me faz parar às montras onde estão todas as corridas do mundo a quem se lembra que "o último a chegar é maricas", quem se lembra e não esqueceu.
Raso ao lado o cliché do primeiro beijo pois é assunto em que me quero eterno hesitante, se o primeiro se o último, ou o que ainda há-de vir e qual deles como exemplo do fogo, se deles o prazer é o arrepio ou o crescer do gordinho até não caber no peito e dá-lo por inteiro a alguém assim sonhador, e beijoqueiro.
Senti-o igualmente em tantas coisas que enumerar a memória é aviltá-lo na incompatível compatibilidade: sabe melhor - prazer - um entrecosto minhoto temperado com as ervas todas e ainda amor, ou a fatia de bolo de chocolate que, mágica, faz da sobremesa lábios colados no prazer do doce de beijar o nosso chocolate íntimo, o festim da carne amada ou o roçar dos sonhos doces? não sei, não sei. E sei que é prazer onde nunca me decidirei até porque ele, deleite, saliva primeiro no olhar a receita, segue em frente à temperatura ideal e aloura tentador a quatro mãos que se tocam na construção dum prazer comum, e a ter de escolher entre o prazer do palato ou a volta ao quarteirão de mãos-dadas para desmoer e lamber as migalhas do prazer enlaçado em cabeças no ombro eu nunca me decidirei pois afinal são um todo indissociável. É assim que as réguas e esquadros das racionalidades transmutam em beijo, Prazer, o fast food diário e a pizza telefonada.
Caiu-me na mão e eu sedento, esfomeado que nem lobo em Inverno, enredado na dificuldade de escrever acerca da emoção que nos faz rir pois dela nos hojes os amanhãs terão dificuldade em encontrar ficha além desta folha, dalguma forma prazer pois conta de carrinhos e prendinhas, e do bolo comido em beijo que pode ser a nossa vida lambuzada, haja lábios que fiquem húmidos ao ler a receita dos pratos simples e seus prazeres. E então tudo se vence porque o último a chegar é maricas e chegou o Senhor Prazer, que não se se distraia ao cruzá-lo para o gordinho abrir-se num sorriso e cumprimentá-lo, «muito prazer em vê-lo! afinal conhecemo-nos de há tanto e não reparara!»
São "estas merdas" que dão as memórias, não a tralha dos desprazeres: deles as fichas não contam, rasgam-se, perdem-se na reciclagem de envelhecer. Prazer-prazer? era não ter escrito isto.
Escalam-se os anos e de cada ficam memórias não organizadas cronologicamente mas sob critérios emocionais: gostei; não gostei. E recordo-me do prazer algures nos tempos em que os calções eram o equipamento para as melhores corridas do mundo acerca de tudo e outro tudo ainda, aquelas em que o último a chegar era maricas, e em como segurei em carícia de pormenores o meu primeiro Dinky Toys, como nas minhas mãos ele se agigantou bem além da escala maior à dos escanzelados Matchbox's com que até aí soletrava o prazer de brincar às corridas na borda do passeio: era tão lindo, elegante, eficiente, que seria invencível e o meu prazer de então ainda hoje me faz parar às montras onde estão todas as corridas do mundo a quem se lembra que "o último a chegar é maricas", quem se lembra e não esqueceu.
Raso ao lado o cliché do primeiro beijo pois é assunto em que me quero eterno hesitante, se o primeiro se o último, ou o que ainda há-de vir e qual deles como exemplo do fogo, se deles o prazer é o arrepio ou o crescer do gordinho até não caber no peito e dá-lo por inteiro a alguém assim sonhador, e beijoqueiro.
Senti-o igualmente em tantas coisas que enumerar a memória é aviltá-lo na incompatível compatibilidade: sabe melhor - prazer - um entrecosto minhoto temperado com as ervas todas e ainda amor, ou a fatia de bolo de chocolate que, mágica, faz da sobremesa lábios colados no prazer do doce de beijar o nosso chocolate íntimo, o festim da carne amada ou o roçar dos sonhos doces? não sei, não sei. E sei que é prazer onde nunca me decidirei até porque ele, deleite, saliva primeiro no olhar a receita, segue em frente à temperatura ideal e aloura tentador a quatro mãos que se tocam na construção dum prazer comum, e a ter de escolher entre o prazer do palato ou a volta ao quarteirão de mãos-dadas para desmoer e lamber as migalhas do prazer enlaçado em cabeças no ombro eu nunca me decidirei pois afinal são um todo indissociável. É assim que as réguas e esquadros das racionalidades transmutam em beijo, Prazer, o fast food diário e a pizza telefonada.
Caiu-me na mão e eu sedento, esfomeado que nem lobo em Inverno, enredado na dificuldade de escrever acerca da emoção que nos faz rir pois dela nos hojes os amanhãs terão dificuldade em encontrar ficha além desta folha, dalguma forma prazer pois conta de carrinhos e prendinhas, e do bolo comido em beijo que pode ser a nossa vida lambuzada, haja lábios que fiquem húmidos ao ler a receita dos pratos simples e seus prazeres. E então tudo se vence porque o último a chegar é maricas e chegou o Senhor Prazer, que não se se distraia ao cruzá-lo para o gordinho abrir-se num sorriso e cumprimentá-lo, «muito prazer em vê-lo! afinal conhecemo-nos de há tanto e não reparara!»
São "estas merdas" que dão as memórias, não a tralha dos desprazeres: deles as fichas não contam, rasgam-se, perdem-se na reciclagem de envelhecer. Prazer-prazer? era não ter escrito isto.
(na Noite de 7 de Abril de 2009)