quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Dazed and confused (sempre!)



Been dazed and confused for so long, it's not true
A-wanted a woman, never bargained for you
Lots of people talkin', few of them know
soul of a woman was created below, yay

You hurt and abuse, tellin' all of your lies
Run 'round sweet baby, lord, how they hypnotize
Sweet little baby, I don't know where you been
Gonna love you baby, here I come again

Every day I work so hard, bringin' home my hard-earned pay
Try to love you, baby, but you push me away
Don't know where you're goin', only know just where you've been
Sweet little baby, I want you again

That's not my babe
Ah, ah, ah, ah
Did you ever look-up my woman
Ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah-ah, ah-ah-ah-ah
Ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah, ah
Ahh, ah, ah, ah, ah
Ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ahhh, ahh
Oh, yeah, alright, alright
Ah, ah, ah, ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah
Ah-ah, ah-ah, ah-ah, ah-ah

Oh, I don't like when you're mystifyin' me
Oh, don't leave me so confused, now
Whoa, baby

Been dazed and confused for so long, it's not true
Wanted a woman, never bargained for you
Take it easy, baby, let them say what they will
Tongue wag so much when I send you to bed, oh, yeah, alright

Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, ah, ah, ah
Ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah, ah-ah-ah

Sea Train (outra vez?)



Comin' in easy on the sea train.
Walkin' out under the fog again,
And the sky don't explain
If I'm up or across or down, town around just like then.
The neon screen will never know when.
Be quiet or dream,
And just not crowd the scenes
Of my mind's sound.

I'm goin' under and comin' on out
To see you again.
My mind's been wanderin', but I'm about
To meet you again.
The rhythm of hearts plays in my veins
Like some long-gone lonesome sea train.
I'm only sure that the weather would break if I did.

They'll come easy, then go glad.
Your child at the window says the rain don't look sad,
And you ask me who's mad
As you show me your lost and found.
Down, you're bound again.
With your fan, my fire turns to wind
Your glass fills mine with sand,
You shout, "I'm not your land!"
And I hear the ground.

I'm a weeping shadows, feeling like a willow
Bearing Martha's flower; as the sun comes, I come.
Far across the street, clear across the stream,
The sun shall come.

If you're in a tree and the forest falls, who hears you?

[musical interlude]

And the hills meet the wind, making dew.
We see us again.
As the sun behind clouds, breaking through,
We're gonna meet them again.
The rhythm of hearts plays through my veins
Like some long-gone lonesome sea train.
Rain in the meadow beats the river to the ocean.

[scream

Lyrics: Jim Roberts
Music: Andy Kulberg

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

um bom Setembro

O prisioneiro do céu, Carlos Ruiz Záfon
Praça de Londres, Lídia Jorge
Comboio de sal e açúcar, Licínio de Azevedo
Contos e lendas, Carneiro Gonçalves
A voz dos deuses, João Aguiar
A breve e assombrosa vida de Oscar Wao, Junot Díaz
Alentejo e Ninguém, Manuel Alegre
O príncipe da neblina, Carlos Ruiz Záfon
O homem que comia dinheiro, Rosina Umelo
Aquele Verão em Paris, Abha Dawesar


inicio hoje "A última concubina", de Lesley Downer. quase nada sei sobre ele. e sobre ela, autora, então é um redondo nada. o que sei? é um romance histórico passado no Japão, séc. XIX. e foi muito barato - saldos de Verão... quem sabe se?... só lendo-o...

Quizas Quizas Quizas



Ibrahim Ferrer & Omara Portuondo
(ao piano: Roberto Fonseca)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

valores

«É a amizade que torna toleráveis as verdades dolorosas acerca de nós próprios.»

Pascal Boutin para Prem Rustum, in
"Aquele Verão em Paris", de Abha Dawesar (ASA, 2009)

_que ainda tenho em mãos, mas já se me apresenta como um dos melhores romances que li este ano. Abha Dawesar, que surpresa boa! mestre em diálogos

a culpa

«nunca menosprezes a culpa. as emoções vivem num pântano denso, húmido de luzes e de perigos, onde facilmente a culpa nos dá a mão. e enredamo-nos, e perdemo-nos.»

Sir Charles B. Walters, filósofo inglês prematuramente falecido (1855-1912), conversando com um espelho

terça-feira, 18 de setembro de 2012

"You never know until you try"



 This is for all the lonely people
Thinking that life has passed them by
Don't give up until you drink from the silver cup
And ride that highway in the sky

This is for all the single people
Thinking that love has left them dry
Don't give up until you drink from the silver cup
You never know until you try

Well, I'm on my way
Yes, I'm back to stay
Well, I'm on my way back home (Hit it)

This is for all the lonely people
Thinking that life has passed them by
Don't give up until you drink from the silver cup
And never take you down or never give you up
You never know until you try

Santarém, 15 de Setembro de 2012




terça-feira, 11 de setembro de 2012



Os seios das raparigas tremem um resto
de frio nos decotes — e os seus vestidos
têm agora saias mais curtas. Os rapazes
encostam-se à pele dos muros e escrevem
vergonhas. Ai, quem me dera ter outra


vez a idade deles para não saber que a
morte nunca desiste de chamar pelo amor
.

Maria do Rosário Pedreira


(copiado do blogue de Eduardo Pitta, Da Literatura, com pequena nota crítica à sua obra poética aqui.)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

com luva. Eugénio Lisboa com luva, por si e por todos nós

clap, clap, clap!

Eugénio Lisboa, no gigantismo dos seus 82 anos, suavemente, traduz e até vai além do muito que se grita, em carta-aberta ao PM de Portugal.

clap, clap, clap! assim não me doem as mãos!

Tristiano Ronaldo


Top Money: Cristiano Ronaldo's car collection por TRACESPORTS_ENG

Don't give up




domingo, 9 de setembro de 2012

sábado, 8 de setembro de 2012

amenizando


"Ah, se eu bebesse..."



se eu bebesse
hoje
flutuaria

entre copos destramente desprovidos
alguns de trago, e outros devagarinho.

eu, se hoje eu bebesse
bebia-me era a mim.


e, ao urinar
(chique: pilau de fora; mictar)
o jacto que purgava livrava-me de mim.


-/-

não beber é o meu fundo de maneio.
mas um dia faço-me homenzinho e acordo insolvente.


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

alternativa


ó sr. Toutatis! se não me quer dar um Morgan, seja um De Clercq! também me fica bem... ;-)

sons do Tempo






Eu



medos. enformam-me medos
e tanto que finjo quando os olho e lhes digo: ó sonhos! ó maravilhas!…

medo? medo até de fugir.
como num filme ou num romance se foge
num azul, numa nuvem, em duas linhas
acreditando que tudo cabe num peito
(os medos cabem na mão).

e minto. e sonho. e busco a coragem que me culpa
num peito-feito de mentiras.
sorrisos escritos. falas doces. horizontes de luxo.
em rodapé: nuvens ínvias.

e sem medo.
são os meus sonhos, braçadas no meu mar.
aleluias nos meus dias.
a mágica antes da noite.

eu nunca sonho. isto é:
eu nunca sonho quando adormeço.
dizem que não nos lembramos dos sonhos que temos quando adormecidos
mas que sonhamos sempre. sempre.
o sono e o sonho dão as mãos, dizem,
são bons amigos e nunca se esquecem um do outro.

eu? eu nunca sonho.
eu lembrar-me-ia se os tivesse.
tenho tantos acordado!
e, acaso os tivesse, adormecido, porque é que não me lembraria?
porquê gritaria? porquê me revoltaria?

(eu disse: os meus sonhos são o medo.
um disfarce, uma roupa que visto,
agasalho, pintura,
um duplo que não existe)

: durante a noite, vão de vida,
- que dizem onírica, riquíssima, mas dela não me lembro de nada,
eu tremo.
choro.
até grito.
o meu corpo tem convulsões. grita.
acho que também chora
mas quando a manhã me acorda
bem procuro nos lençóis (mas nunca encontro)
marcas dos sonhos ou das lágrimas, um qualquer sémen de dor:
os gritos nocturnos não ecoam quando o dia nasce.

sonhos? bah…

eu não sonho: grito.
não sorrio: tremo, tremelico.

e durmo. dormito no medo de acordar.

depois? volta tudo. tudo.
o medo abriga-se, mau diurno, e reinicio-me no fantasiar.

a sonhar.
vidas.
sorrisos.
nuvens sem medos e gritos
e tão, tão bonito, cuidado, credível
como não acreditar?
«amanhã! amanhã é que é!...»

e acaba-se o chorar.
o tremer.
o longo dormitar.

os dias assim são longos.
maiores que as noites (delas nada recordo).
gritos, choros, tremores,
sei-os em segunda mão. eu?
eu durmo.
eu durmo.
e da noite nada sei ou quero saber
(eu durmo, eu durmo,
e tenho um truque para quando acordar.)

e, se me apetece chorar
se desperto
se acordo
se
lavo a cara e minto,
e
e
e

eu disse: enformam-me medos.

medos.
por isso aldrabo sonhos, minto, faço versos
e esmero-me a fantasiar.

sábado, 25 de agosto de 2012

"O cano de uma pistola pelo cu"



"Se percebemos bem - e não é fácil, porque somos um bocado tontos -, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colónia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo da classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.

Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.

Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas - e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.

Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.

A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país - este, por acaso -, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.

Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública - onde estas ainda existem - os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.

E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, são-no num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.

Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.

A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.

A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.

Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objeto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.

Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e faturar a 30, 60 ou 90 dias.

Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passo a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.

Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos."

Juan José Millás


sacado aqui .

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

um bom Agosto


lidos:

Longe do abrigo, David Lodge
Retorno, Dulce Maria Cardoso
Felicidade, Will Ferguson
Estrada fora, Francisco Sande e Castro
As intermitências da morte, José Saramago
Três contos da Internet, Luís Bárbara
A confissão da leoa, Mia Couto
A ameaça, Ken Follett
A profecia de neandertal, John Darnton
O teu rosto será o último, João Ricardo Pedro
A instrumentalina, Lídia Jorge

adenda do dia seguinte: ...e Julho, porra. nem eu acredito que este mês já li 11 livros, embora haja ali uns pequenitos. (mas) inicio hoje "O prisioneiro do céu", Carlos Ruiz Zafón - a livraria de Sempere & Hijos é um filão! - que, 'agarre-me', não resiste a este fim-de-semana.

aforismos do Sir Charles B. Walters



«sem tristeza não há alegria»

Sir Charles Brenton Walters (1855-1912)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

paráfrase (sem citação): a banalidade do talento

crescer, é admirar uma obra e ter um choque ao conhecer o autor. a petulância. obscena. horrorosa. banal. e cresce-se, constatando-o, e seguidamente aceitando-o como uma surpresa natural.

dá direito a um novo olhar quando olhamos a estante, as lombadas que amamos? a desconfiança instala-se? acho que não. um paradoxo aceitavelmente conveniente será dizer, repetir como um mantra, que obra e autor não são vasos comunicantes além da concreta criação literária.

já foi minha auto-flagelação. (petulantemente, atrás escrevi cilícios de mim, pessoais. mortificação? penitência? chega.) acho que já não o é. não sou o horror de mim mesmo, e desconfio da lisura de para quem o seja (haverá?). dito. e aproveito e digo, reafirmo-o, outro mantra, que prefiro a fase hedonista de leitor criativo, silenciosa e riquíssima em honestas e desonestas paráfrases, ao quixotismo romântico dum legado literário a filhos e a netos, criado e mantido pela mentira dum umbigismo desproporcionado, parvo e falsamente envergonhado.

não há 'grandes escritores' de A a Z, autor e criação confundidos e iconizados. felizmente. lemos (e lemo-nos) e sabemos-lo. há a banalidade do talento. obras sublimes a redimirem a fealdade humana. felizmente.

equidade


argumentação impecável.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

a harmonia em azul escuro, corte clássico

descobri ontem que uso de calças o 42. como calço o 43 e não sou pézudo, concluo, encantado, que menos ainda serei um barrigudo.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

"O retorno" - Dulce Maria Cardoso

só esta tarde o iniciei e só vou na página 75. precocidades que não me travam de dizer-vos que o recomendo, muito, muito. é da 'Tinta da China', edição deste ano.

ps: está 'em saldos', no Continente...

domingo, 12 de agosto de 2012

"Farewell"


Desde el fondo de ti, y arrodillado,
un niño triste como yo, nos mira.

Por esa vida que arderá en sus venas
tendrían que amarrarse nuestras vidas.

Por esas manos, hijas de tus manos,
tendrían que matar las manos mías.

Por sus ojos abiertos en la tierra
veré en los tuyos lágrimas un día.

Yo no lo quiero, Amada.

Para que nada nos amarre
que no nos una nada.

Ni la palabra que aromó tu boca,
ni lo que no dijeron tus palabras.

Ni la fiesta de amor que no tuvimos,
ni tus sollozos junto a la ventana.

Amo el amor de los marineros
que besan y se van.

Dejan una promesa.
No vuelven nunca más.

En cada puerto una mujer espera:
los marineros besan y se van.

(Una noche se acuestan con la muerte
en el lecho del mar.)

Amo el amor que se reparte
en besos, lecho y pan.

Amor que puede ser eterno
y puede ser fugaz.

Amor que quiere libertarse
para volver a amar.

Amor divinizado que se acerca
Amor divinizado que se va.

Ya no se encantarán mis ojos en tus ojos,
ya no se endulzará junto a ti mi dolor.

Pero hacia donde vaya llevaré tu mirada
y hacia donde camines llevarás mi dolor.

Fui tuyo, fuiste mía. ¿Qué más? Juntos hicimos
un recodo en la ruta donde el amor pasó.

Fui tuyo, fuiste mía. Tú serás del que te ame,
del que corte en tu huerto lo que he sembrado yo.

Yo me voy. Estoy triste: pero siempre estoy triste.
Vengo desde tus brazos. No sé hacia dónde voy.

...Desde tu corazón me dice adiós un niño.
Y yo le digo adiós.

Pablo Neruda



60.Desditas

Gabriela será colocada no consulado em Lisboa e Neruda parte para Madrid a 3 de Fevereiro de 1935. É ali recebido por um escritor chileno, homem de grande pureza, Luis Enrique Délamo, que tinha feito boas relações com Gabriela Mistral. Foi um alegre reencontro. Pablo estava feliz com os seus amigos, era infeliz no casamento e ainda mais desgraçada seria Maruca. As desavenças nem sempre implicam um corte total nas relações conjugais. Pouco antes deu-se um acontecimento que augurava boa sorte e por ele esperou durante anos. Desmentirá o seu tão recitado poema "Farewell": "Do fundo de ti, e ajoelhado,/ um menino triste como eu está a olhar-nos./ Por essa vida que arderá nas suas veias/ teriam que amarrar-se as nossas vidas.../ Eu não quero, Amada./ Para que nada nos prenda/ não queremos nada...".
Mas agora a situação é inversa. Certamente a sua mulher não é já a amada. No entanto, ele quer um filho e este nasce a 18 de Agosto de 1934. É uma menina. Anuncia a toda a gente satisfeito e eufórico o acontecimento. Imprime cartões que manda para os três continentes a dar a notícia e a comunicar que se chamará Malva Marina, porque juntará a flora preciosa ao signo oceânico de seu pai.
.
'Neruda', Volodia Teitelboim, Campo das Letras, 2004. págs. 190 e 191

sábado, 11 de agosto de 2012

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

malditos saldos!


por 5 €uros compram-se livros que só em catatonismo de leitor cá entram. valha o programa mensal de feira de 'troca de mônos', da Biblioteca Municipal Marquesa da Alorna

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

poligamia (vs poliandria)


argumentos? carradas!

aqui, mais aqui, e ainda aqui.

"I rest my case! humpf"



terça-feira, 7 de agosto de 2012

o Relvas em Marte!

quando as piadas sobre a corrida de 60 metros do Relvas pelas universidades pareciam estar esgotadas (felizmente! já cheiravam tão mal como o seu motus) eis que o Bartoon do Público de hoje ainda nos saca um sorriso. dos grandes!

(clicar, para aumentar a imagem)