domingo, 7 de dezembro de 2008
"pim!"
sábado, 6 de dezembro de 2008
sábado de chuva, passeando pelo Youtube
(cusquem quer o site oficial quer os restantes videos no Youtube, andem, mexam-se...!)
... ou os "Júlio Miguel e Lêninha" em O filho do recluso
* "pesquisa" motivada pela visita ao Voz em Fuga e leitura/audição deste post. thanks Fabulosa :)
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
help!

alguma alminha caridosa arranja-me uma fotografia/cartoon/etc duma sala que tenha, cumulativamente de preferência, uma lareira, um piano e... um gato? o estilo da decoração é secundário embora o IKEA/AKI não é bem o que tenho em mente...
gracias by advance. o e-mail para depósito de gentis dádivas está aí ao lado, por baixo da foto do je.
(imagem daqui. esta foi fácil e sorry lá pelo gamanço. a outra é que tá a ser uma gaita encontrá-la... :(
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
o bichano
não é 'freak' assumido ou reciclado mas já viu umas coisas e em breve cá dará um salto, contando (excertos desgarrados: nada de 'princípio, meio e fim') como uma lareira e um piano fazem oscilar os mares de Turner entre o alteroso e o chão, e como austeros vitorianos retratados pelas paredes da salinha tomam uma 'trip' colectiva enquanto príncipes esperam por princesas, fumam-se umas jardas e aviam-se umas botelhas com queijinhos de Azeitão, e divaga-se como num skate entre os amores e as fantasias, esse saboroso vai-vem sempre sem fim e com piruetas pelo meio.
é a minha 'BD' escrita, em breve "num blogue perto de si". ah! o nome não é Fritz nem Tareco: Pitágoras, por diminuitivo o 'pitas'... ;) nome da 'série'? fiquemos para já por "teclas, labaredas & Pitágoras"...
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Cristã

chega! arreia o que não é teu! despoja o desperdício e deixa-o abandonado na tua estrada - eles que rastejem se a carga lhes pesar. sara o que puderes e amputa o que gangrenou. desde Galeno que é assim. salva-te Cristã...! salva o que ninguém te roubou nem violou. e nunca roubará e violará. sabe-lo: está dentro desse peito que teve forças para tanta cruz alheia que cobriam e escondiam a tua aos cegos hipócritas que faziam não vê-la e davam-te vinagre vendo-te sedenta. não acredites em duplicados de Sísifico, não tentes copiar impossíveis, Cristã. tens um dom que não é carregar cruzes alheias nem pedras intermináveis. tecla-te. soa, soa-te. acredita-me que quando o (teu) concerto soa apagam-se as luzes e o teu pisar é iluminado, que tantos de tão se erguem para ajudar-te na tua cruz mas não nas dos outros: esses vermejam nas sombras por não perceberem ou quererem perceber a tua luz linda, teclada, Cristã. eles não contam, excluíram-se no egoísmo. tu. tu, Cristã, tu sobrevives.
(imagem daqui.)
Fritz the Cat
(1972)
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
dia de Heróis: Rosa Parks

o brilho

Há dias perguntaram-me porque recheio o tasco de coisas alheias, se "escrevo que me desunho". Respondi que prefiro ler o brilho dos outros e o meu gosto aí é padronizado. Retrucou que era egoísta em não deixar 'os outros' lerem o que escrevo, que estava a privá-los de lerem as minhas luzes (era amiga, claro). Falei-lhe na lamparina que não é nem candeeiro nem sol. Falei-lhe em como se sei que ela cá permanece, acesa, resguardo-a sob sobretudos e cachecóis, muralhas que só cedem perante cada vez menos olhares. Um, dois, na maioria um único olhar além do meu. Não estou "a privar ninguém" de ler brilhos, o texto-belo. Tenho uma lamparina que alimento e protejo. Mas há sóis à solta, há brilhos maravilhosos por aí. Eu leio-os (e leio-me), por isso sei. Não percam tempo com minudências, luzinhas que mal se vêm mesmo se revelassem a impudez da nudez da pilinha do escritor.
(imagem da lamparina gamada aqui. gracias)
domingo, 30 de novembro de 2008
Pequena ode à chuva

Como a luz a cor
e a cor o verde
e o verde a fartura
de brilho e gordura
no dorso das crias
abres a palavra
quando vens - rainha.
Como o sopro o som
abres-me os caminhos.
Dura agora a luz
vazante dos tempos
que razam propícios
os pastos exaustos.
Caudais vão fundir-se
refazer torrentes
até que regresses
à bruma das serras
e eu refaça os vaus
da sede e da espera.
Ruy Duarte de Carvalho, "Ordem do Esquecimento", Quetzal Editores, 1997
(imagem daqui. linda. obrigado pelo 'empréstimo'!)
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
"Let them be like us!"...
"Tony Melendez plays 'Let It Be' on South Padre Island"
recebido por mail com a indicação: "a melhor interpretação de "let it be" que ouvi até hoje". discordo levemente... não é a melhor interpretação daquela música: é um solo de Vida, uma interpretação de Esperança, uma melodia de Persistência e de Inconformismo. um dedilhado sobre as nossas tantas capacidades desaproveitadas, um não olhar para o lado e pelo contrário erguer a voz. entoo este coro.
coisas capilo-culinárias
hoje fui ao "baeta". como flagelação pelo assassinato capilar imposto pela ditadura familiar estou a fazer o jantar. a correr tão mal como é previsível julgo que estou safo de "baetas" durante tantos meses como aqueles que a janta d'hoje perdurará na memória. amén...
quarta-feira, 26 de novembro de 2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008
diz-me, espelho meu...

odiar o nosso blogue é odiar-nos? porquê aqui não 'falo' e lá fora sou um papagaio?
(imagem colhida aqui. thanks)
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
open space

As caixas de comentários estão novamente abertas.
Desejando não ser visto como 'descortês" não prometo responder rigorosamente a todos os comentários que lá forem amavelmente colocados. Como explico vai para cinco anos eu 'não me sinto à vontade' nas minhas próprias caixas de comentários: é Vosso território, não meu...
Isto é um 'tasco' e não uma recepção em palácio com beija-mão e salamaqueques à entrada e saída. Não levem a mal, mas é o que sinto e como 'o' olho.
(imagem daqui. gracias)consolos blogueiros - II
"todo o ser humano tem direito à vida"
consolos blogueiros

A IMAGEM NO ESPELHO
"Aos 20 anos escreveu as suas memórias. Daí por diante é que começou a viver. Jutificava-se:
- Se eu deixar para escrever minhas memórias quando tiver 70 anos, vou esquecer muita coisa e mentir demais. Redingindo-as logo de saída, serão mas fiés e terão a graça das coisas verdes.
O que viveu depois disto não foi precisamente o que constava no livro, embora ele se esforçasse por viver o contado, não recuando mesmo diante de coisas desabonadoras. Mas os fatos nem sempre correspondiam ao texto e, para ser franco, direi que muitas vezes o contradiziam.
Querendo ser honesto, pensou em retificar as memórias à proporção que a vida as contrariava. Mas isto seria falsificação do que honestamente pretendera (ou imaginara) devesse ser a sua vida. Ele não tinha fantasiado coisa nenhuma. Pusera no papel o que lhe parecia próprio de acontecer. Se não tivese acontecido, era certamente traição da vida, não dele.
Em paz com a consciência, ignorou a versão do real, oposta ao real prefigurado. Seu livro foi adotado nos colégios, e todos reconheceram que aquele livro era o único livro de memórias totalmente verdadeiro. Os espelhos não mentem.
Carlos Drummond de Andrade, "Histórias para o Rei", Editora Record (Rio de Janeiro - São Paulo), 2006
prova de vida

Está feita. Papelada despachada e guichet seguinte.
(a foto da tumba aberta veio daqui. thanks ao morto mesmo se morto-vivo, seus familiares e ao guarda do cemitério que assobiou para o lado. sem vocês isto eram só letras. letras, letras, e a lareira ardendo à espera de mim)
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
fim de viagem

Esta estrada chegou ao fim. Não é demolida pois teve troços de bom piso. Tal como o 'blogger': nem tudo é ruim.
Obrigado a todos.
cg
(a última imagem "on the road" veio gamada daqui. obrigado também praí)
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
flores
Miriam Makeba "Mamã África"

A notícia má do dia. Trinta anos de vida cantados longe de casa e a sua Voz soou sempre contra essa dor, essa injustiça com nome e que durou anos demais, bem mais de trinta. E ajudou; tanto que regressou a casa. Cantando, cantando sempre.
(foto daqui. vénia em momento triste)
sábado, 8 de novembro de 2008
a despedida

Imagem do meu "jantar de despedida" :( de Moçambique. Janeiro de 1976, restaurante do Hotel Girassol. Alguns de muitos amigos. A despedida "freak" ou foi antes ou depois, já não me recordo excepto que foi no Bilene no que chamei "fim-de-semana psicadélico" e algures neste ou noutro blogue (um dos "Xicuembos"?) fiz um post onde o recordei, salvo erro sob título "o capacete amarelo". Mas estou sem pachorra para ir à procura dele e linká-lo. Só vos digo que... foi naturalmente mais 'exótica' :)))
Peço a especial atenção dos senhores ouvintes e telespectadores para o papelito que tenho na mão e a Becas a dizer-me (imagino agora, mas terá sido mais ou menos assim): «Carlos, não te atrevas aqui!!!»;)
"teenager translator"
A Webita anda empenhada na legendagem de Youtube's de séries de tv que gosta, ou daquela coisa de vampiros-galãs que dá pelo nome de "Twilight"* e me arrepia ao imaginar-me no papel de papai-a-dar-uma-de-durão quando um mangussito se atrever a meter o pé cá em casa e, na volta, tem um serrote afiado demais qu'o meu e exibe-me os caninos XL como quem diz: "vai dar uma curva, velhote!"
Podem visualizar-se aqui. Clicar em "see all videos" pois, diz ela, como são arquivados em prioridade aos mais recentes e esses não serão os mais 'apreciáveis' por públicos... menos "teenagers" :) os outros estão lá para trás.
* via Amazon leu a saga em primeira mão, antes de cá traduzida e editada. vocês acreditam que aquela alminha teve paciência para traduzir para português um daqueles calhamaços de fio a pavio? bem, duas coisas boas: praticou o seu "inglês" e beneficiaram os colegas também fãs da série que, capítulo a capítulo e conforme a tradução ia avançando foram também lendo-o em português antes da edição 'oficial' :))
(imagem daqui. thanks pelo empréstimo)
epistolar geracional: as manhãs longas da rádio comercial


Não, o título está errado mas não vou modificá-lo. Sabes porquê, não sabes? cá não tiveram grupos dinamizadores pois conheci os “gdups” do Otelo e não tocavam às campainhas, menos ainda berravam megafones nos domingos de manhã estivesse o céu como estivesse. Mas as vassouras ideológicas eram iguais, cá mais diversificadas hertzeneanamente e não duvido cagajésima em como uma rádio comercial qualquer estava sempre sintonizada em azucrinar os miolos aos sornas dos domingos de manhã. Ao marxismo-freakismo que mesmo no nevoeiro das ressacas guiava a mão à tal beata e flash!: quanto vestíamos a farda nos nossos corpos nus e então ainda 'esbeltos' (quéessamerda? existem mentiras assim tão... esbeltas? :( , bem, quando enfiávamos o "cafetan" pela cabeça, apertávamos as jeans e calçávamos as sandálias já o colar ou a pulseira de missangas fora posto, resistente marco colorido cravado no cinzento revolucionário. E, assim, se ia construindo o marxismo-freakismo passo a passo até à derrota final. D'ambos: já agora gozo o meu momento mordaz do dia. (..)"
* o baptismo não é meu e sei de que tasco veio. não linko. não vale a pena. gostei tanto dele, senti-me tão identificado na justaposição tanto como sei que "eles andam aí": mais haverá - há. há que eu sei - que sentem o mesmo por ela e daí a linkagem estender-se-ia como urze numa colina bravia. se os bancos falidos são nacionalizados também as memórias das ideologias igualmente comatosas podem sê-las. e quem não gostar... vá-se "queixar ao Totta" - 'lol' acidental e circunstancial.
“charlie”
(imagem do brazão moçambicano pescada aqui. gostei de revê-lo. daí que cai que nem ginjas e gamei-o. thanks. na outra tou eu a passear a Becas no lago do Zambi, LM, em 1975. a Becas era a minha 'chefe' no job :) e o que tenho na boca muito provavelmente "é" ;)



