L'Argent Dette de Paul Grignon (Money as Debt FR) from Bankster on Vimeo.
...explicada à moda do sr. Sarkozy
(recebido por e-mail. thanks "miss Assunto")
L'Argent Dette de Paul Grignon (Money as Debt FR) from Bankster on Vimeo.
...explicada à moda do sr. Sarkozy
(recebido por e-mail. thanks "miss Assunto")


Valor de compras supérfluas feitas em shoping centers: escreva o leitor o seu. eu tenho medo do meu.
(aconselho a leitura deste desabafo. não é gaga e fala alto. ainda bem!)
(imagem dum shooping center que não nenhum dos 'nossos', daqui. )

Valor: quem sabe quanto custa um total de 250 deputados? responda quem sabe. já agora porque não são mais 100 ou menos 100.
(imagem do plenário da Assembleia da República cheio, ou quase, gamada aqui. )
Valor: ponha-o o leitor. se tiver alguma ideia - e convém tê-la, convém tê-la....(Imagem dum TGV que não um dos futuros 'nossos', daqui. Vénia.)


"The good old days never return". Ainda bem pois estou melhor municiado para serem mais do good do que foram, e eu adolesço conforme vou contar. Tenho um brinco e vou usar um rabo-de-cavalo. Os anos escorregam-me na pele como se deslizassem em óleo e caem num ralo que olho aos pés e não vejo mas sabendo que está lá, e lá mergulham todos os sinais da maturidade que deviam ser característicos da minha idade biológica e não os encontro. Nenhum. O ralo. Foram-se e não sei se perdi se ganhei. Adolesço continuamente, noto-o em coisas de nada mas juntas endireitam-me os ossos e olham com vontade de bis o brinco que tive e já não uso, e se tenho uma recaída de pensar e envelheço chego a ter medo pois se é ilusão não é natural. Mas não é: o buraco na orelha permanece, apalpo e sinto-o. O natural seria envelhecer mas embora veja que os cabelos têm mais fios prata que no ano passado neste apetecem-me coisas que nunca soube fazer. E outras que soube mas já não faço, mesmo do antes de guardar o brinco. De muito antes, valha a verdade. Por isso acredito que não é ilusão nenhuma e retrocedo no tempo com a mesma irreversibilidade com que até há pouco lhe avançava, retrocedo quando penso no brinco e até ando com vontade em aproveitar os cabelos que já não corto há uns vinte centímetros de meses e penso que um rabo-de-cavalo dava-me jeito. Outra: nunca soube dançar mas agora apetece-me sabê-lo. Bailar, as mãos numa cintura e os rostos tão colados como ela, a música e a mãe dela deixarem. Ciúmo-me de não sabê-lo e quero ir a treinos para aprendê-lo. Também de não saber tocar viola ou bandolim, abrir o baile e raspar-me mais a cintura ainda as cordas dedilham olhos brilhantes. De brinco e rabo-de-cavalo, a prata apanhada atrás em cofre sem fecho mágico e só secreto para mim. Nunca soube namorar mas refilo com o lado bonito do mundo por me ignorarem como 'date' plausível, eu que quero voltar ao liceu e aprender a engatá-las para passear de mãos-dadas e roubar beijos apaixonados, fazer juras eternas e acreditar que são assim mesmo. Até já fui procurar em caixas velhas que me envergonham de antigas resíduos de brinquedos do meu filho varão, hoje um matulão de vinte e seis anos e com certeza mais maturo que eu, eu que tenho um brinco na calha de regresso e olho de esguelha os elásticos de cabelo da filhota mais nova, dezasseis, pronto a gamar-lhe um. Carrinhos, procuro carrinhos nas caixas velhas para brincar. Não fosse o Inverno à porta e as varizes nas pernas e não tardaria a andar de calções. Posso sempre usar meias altas, mas isso dava-me um ar tirolês que me envelheceria pois nunca fui à Áustria, apenas vi o “Música no Coração” the movie e o à La Féria. Quando era miúdo genuíno e não aprendia a dançar para namorar ia ao consulado da Áustria e trazia resmas de catálogos onde via a neve e as casas nos vales, e gostava. Deve ser daí que me lembrei das meias. Outra ainda: tivesse mesada para isso ou um primeiro emprego como no antes haviam e eu tive um e voltava a comprar uma mota e estava pronto a reesfolar joelhos e cotovelos para verificar espalhafatosamente e pintalgado de mercurocromo que já não sei fazer um cavalinho. Mas havia de apanhar-lhe o jeito de novo. Adolesço, por isso reaprendia. E dançava, e namorava. Os carrinhos seriam reprise, queria era aprender o que não aprendi e por isso voltavam para a caixa pois há coisas onde não se deve mexer, matéria dada tal como os berlindes em bolso meio cheio de rebuçados. Adolesço, não infantilizo. O baile, o beijo, a viola e a mota. Nada mais.
(foto do 'cavalinho' gamada no site de um 'puto' mais ou menos como eu quero voltar a ser. e ele que me perdoe o rapinanço. se se der ao trabalho de ler dos porquês por certo entenderá e não se zangará. talvez até me empreste a motorizada para uma voltinha ;)



(... e porque me estou absolutamente nas tintas de "quem anda a comer quem": quero é que todos sejam Felizes.
não gasto dessa marca mas sou fumador: e irrita-me esta fobia anti-tabagística que atingiu o País. extrapole-se, pf.)
(imagem gamada ao compadre Isidoro de Machede, infelizmente há algum tempo em pousio. é que é dos tais que fazem falta!)




Apaixono-me com a frequência dum relógio que bate horas. Dos antigos, que fazem cu-cu. Um rosto adivinhado numa frase relida mil vezes. Um rosto que, lido, tem outro relógio onde leio cadências que me enchem os ouvidos e neles escavam até se alojarem e soarem o seu cu-cu em eco interno, sinal de nova hora. Horas de mais de sessenta minutos, horas de litros de segundos. Pautas musicais onde só lhes distingo a clave do tum-tum, a tal que no meu soa cu-cu quando bate a tal hora, um rosto adivinhado, um texto lido e relido até ao esqueleto, tum-tum, os relógios acertam-me a hora e o meu diz cu-cu.
cu-cu.
(Imagens daqui e daqui. vénias, em british.)
PS: também aqui e aqui.


"a Senhoras solitárias e românticas: passeia-se pelo jardim da Gulbenkian de mãos-dadas. tour completo ou sombra à escolha. pequeno complemento a honorários em espécie*"


