sábado, 11 de outubro de 2008

USA'08



A Conceição continua com boas descobertas que dão melhores leituras. E eu só posso recomendá-la e recomendá-las.


(imagem daqui (vénia). é giro o snowmobile. cuidado é com quem vem em cima dele...)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

filo-café: Fecundação e Alívio




O projecto Incomunidade não pára. Felizmente há quem mexa, remexa e volte a agitar. Desta vez o filo-café é no Orfeão do Porto, às 21:30 do próximo dia 22 de Novembro. As inscrições estão abertas. Tudo melhor explicado aqui.
Já fui a um e tenho sincera pena de não ter tido oportunidade de ter ido a mais. Mas daqui até fins de Novembro ainda muita chuva e sol virão. Logo se vê.


(imagem colhida no próprio blogue e alusiva ao evento linkado)

Parlamento, 10 de Outubro de 2008




Parece que se falou muito. E votou-se pior. Faltou poesia. Que ela existe e não é nem hetero nem bi nem tri: é só poesia. Leia-se Gabriela Mistral.
Faltou lê-la lá, que cá fora ela é ouvida, lida, entendida. Por cidadãos, eleitores, contribuintes, afinal apenas Gente igual ao resto do gentio. Shame on you, pink politicians!


Dame la mano y danzaremos;
dame la mano y me amarás.
Como una sola flor seremos,
como una flor, y nada más...

El mismo verso cantaremos,
al mismo paso bailarás.
Como una espiga ondularemos,
como una espiga, y nada más.

Te llamas Rosa y yo Esperanza;
pero tu nombre olvidarás,
porque seremos una danza
en la colina y nada más...




(... e porque me estou absolutamente nas tintas de "quem anda a comer quem": quero é que todos sejam Felizes.
não gasto dessa marca mas sou fumador: e irrita-me esta fobia anti-tabagística que atingiu o País. extrapole-se, pf.)


(imagem gamada ao compadre Isidoro de Machede, infelizmente há algum tempo em pousio. é que é dos tais que fazem falta!)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Xicuembo, o livro


Da editora disseram-me que ainda há exemplares em stock, sobras das vendas nas livrarias.
Se estiverem com vontade de "espreitar o Gil" mais as suas memórias de Moçambique as encomendas são aqui (secção 'Vários', quase no final da página) e fica ao mesmo preço que na livraria: 14 €uros, pois os portes de correio são por conta dela, editora; ou seja: paga-se o mesmo (por cobrança postal) e recebe-se o book em casa... ( sinopse do dito, aqui. )

"é a economia, estúpidas!"

aforismos do momento


A História só é reescrita por quem ou teme a verdade ou está cego pela luz ou pelas sombras dum momento. O Tempo gosta de confirmá-lo, seja na História dos Povos ou na das Pessoas individuais. E as linhas ficam claras, legíveis de verídicas.
Das datas e das cerimónias: das poucas que não se agendam sobressaem os funerais: acontecem. Mas em sobreposição de datas há que comparecer nos dois lados. A morte não apaga o vivido: é ele a tal História.
Os posts? tanto acontecem no momento como se programam. Uns e outros são História, pázadas da verdade do nosso blogue da nossa vida. Isso torna-os intocáveis como se fossem campas, sem a profanação de páginas arrancadas.
O Agora não muda uma vírgula ao Antes pois nem o morto ressuscita nem os méritos da obra em vida o acompanham na tumba. Sem borrachas ou photochop é essa história a nossa Memória: sagrada, improfanável.



(imagem a que não googleresisti, abusivamente cobiçada aqui. deculpa lá, ó pá, mas ela é linda e tou-te a linkar... :)

flor com lágrimas de Vida



As flores são sempre belas. Mesmo quando chove.



(flor: belíssima foto de Jorge Soares . vénia)

Homenagem às Escritoras

Jocelyn Hobbie, The Writer, 2005

A todas as minhas Amigas que conhecem o toque do fogo, a Mão Que Escreve.



(imagem daqui. vénia)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Delirium tremens do dia-a-dia


" (...) A minha delicadeza prejudica-me de facto muito. Deu cabo da minha juventude. E da minha infância, e da minha adolescência. Ou melhor, não, não foi delicadeza, eu limitei-me a expandir infinitamente a esfera da intimidade. O que me fez perder, e muito...
Vou-vos contar. Recordo-me que, aqui há dez anos atrás, fui viver para Orekhovo-Zuevo. No quarto já moravam quatro, eu tornei-me o quinto. Vivíamos como cinco almas num corpo, não havia zangas entre nós. Se alguém queria beber Portwein, levantava-se e dizia: «Rapaziada, quero beber Portwein.» E todos respondiam: «Está bem, bebe Portwein. Nós bebemos Portwein contigo.» Se alguém se inclinava para a cerveja, todos se inclinavam para a cerveja.
Era maravilhoso. Mas, subitamente, comecei a notar que os quatro me afastavam. Murmuravam entre si e olhavam-me, seguiam-me se eu ia a alguma parte. Isto era estranho, preocupante... E eu lia a mesma preocupação, medo até, nos rostos deles. Que se passa?, torturava-me eu. Porque fazem isso?
E chegou a noite em que compreendi. Recordo-me que nesse dia nem sequer me levantar da cama: tinha bebido cerveja e estava triste. Nada de especial: estava ali deitado, tinha bebido cerveja e estava triste.
Vi que, pouco a pouco, os quatro me cercaram: dois sentaram-se em cadeiras à cabeceira e dois aos pés da cama, e olharam-me nos olhos com censura, com a crueldade dos que são incapazes de desvendar os mistérios que eu encerro em mim. Por certo acontecera alguma coisa.
- Ouve, - disseram-me eles. - Deixa-te disso.
- Isso o quê? - eu admirei-me e soergui-me um pouco.
- Deixa de achar que és superior aos outros. Que nós somos gente miúda e tu és Caim e Manfrd!
- Mas que história é essa?
- A seguinte: bebeste cerveja hoje?

TCHUKHLINKA - KUSKOVO

- Bebi.
- Muita?
- Muita.
- Então levanta-te e vai.
- Vou aonde?
- Como se não soubesses! Pelos vistos é assim: nós somos uns cabrões, uns canalhas insignificantes, e tu és Caim e Manfred!
- Desculpem-me, - disse eu. - Nunca sugeri nada semelhante...
- Sugeriste sim. Sugeriste-o desde o dia em que vieste viver para aqui. Não com palavras mas com actos. Nem sequer com actos, mas com a ausência deles. Sugeriste-o negativamente.
- Mas que actos? Que ausência? - escancarei completamente os olhos de espanto.
- Sabes bem que actos. Não vais à retrete, essa é que é essa. Percebemos logo que estava qualquer coisa mal. Desde que te instalaste aqui nunca ninguém te viu ir à retrete. Bem, podemos desculpar as grandes necessidades! Mas tu nunca foste satisfazer sequer uma pequena... tão pouco uma pequena!
Tudo isto dito sem um sorriso, num tom mortalmente ofendido.
- Não, rapazes, não me entenderam...
- Entendemos-te perfeitamente.
- Espera, não, não entenderam. É que eu não posso levantar-me da cama como vocês e simplesmente anunciar: Bem, rapazes, vou cagar! ou Bem, rapazes, vou mijar! Não posso fazer isso...
- E por que é que não podes? Se nós podemos tu também podes! Ou serás melhor que nós? Nós somos uns animais porcos mas tu és um lírio!
- Não... como hei-de explicar...
- Não vale a pena explicar, está tudo claro.
- Ouçam... compreendam... neste mundo há coisas...
- Sabemos tão bem como tu que coisas há e que coisas não há...
Não os consegui convencer. Tinham-me trespassado a alma com os seus olhares carrancudos. Comecei a ceder.
- Bem, claro que eu também posso... poderia...
- É isso mesmo: tu podes, tal como nós. Mas nós como tu é que não podemos. Tu és Manfred, tu és Caim, mas nós somos um escarro aos teus pés...
- Não, não! - aqui baralhei-me totalmente - Neste mundo há coisas... há esferas tais... é impossível dizer simplesmente levanta-te e vai. Porque há a auto-limitação ou lá o que é, há um reino de vergonha desde o tempo de Ivan Turguenev... e há o juramento nas colinas Vorobievo. E depois de tudo isto levantar-se e dizer: Bem, rapazes... É ofensivo... Quero dizer, supondo que alguém tem um coração sensível...
Os quatro olharam-me demolidoramente. Encolhi os ombros e calei-me, desesperado.
- Deixa Ivan Turguenev em paz, deixa-te de tretas. Nós também o lemos. É melhor que nos digas se hoje bebeste cerveja?
- Sim.
- Quantas canecas?
- Duas grandes e uma pequena.
- Então levanta-te e vai. Para que todos vejamos que vais. Para nos acalmar. Não nos humilhes e não nos martirizes. Levanta-te e vai.
Eu levantei-me e fui. Não para me aliviar mas para os acalmar a eles. Quando regressei um deles disse-me: « Com tamanhos sentimentos de vergonha vais ser eternamente solitário e infeliz.»
Sim. Tinha toda a razão. Eu conheço muitas das intenções de Deus mas continuo a não saber por que me deu Ele tanto pudor. E o mais ridículo é que este meu pudor tem sido interpretado tão ao contrário que me tem privado da mais elementar educação.
Por exemplo em Pavlovo-Possad. Levam-me a encontro das senhoras e apresentam-me assim:
- Este é o famoso Venedikt Erofeev. Famoso por várias razões mas, acima de tudo, por nunca ter dado um peido em toda a sua vida!
- Como?! Nenhuma vez?! - admiram-se as senhoras, e olham-me fixamente. - Nenhuma vez?
Eu, é claro, começo a ficar embaraçado. Não posso deixar de ficar embaraçado em frente de senhoras. E digo: «Bem, nenhuma vez... às vezes...»
- Como?! - ainda mais se admiram as senhoras. Erofeev... É incrível! Às Vezes!
Eu perco-me definitivamente e digo qualquer coisa do género: «Mas... que há de incrível, eu também... se... peidar-se é tão numenal... Não há nada de fenomenal em peidar-se...»
- Imaginem só! - as senhoras deliram com isto.
Mas depois espalham por toda a linha de Petuchki que «ele faz tudo ruidosamente e diz que não está mal! Que está bem
Portanto estão a ver. E tem sido assim toda a minha vida. Toda a minha vida fui perseguido por este pesadelo, pesadelo que consiste em ser compreendido não apenas deturpadamente - não! deturpadamente até nem seria muito mau! - mas precisamente ao contrário do que eu tencionava, isto é, de forma completamente porca, antinómica. (...)"

"De Moscovo a Petuchki", Venedikt Erofeev, Edições Cotovia, 1995, extracto de págs. 33 a 36.

(foto do Autor encontrada aqui. thanks)

poema Cu-Cu


Apaixono-me com a frequência dum relógio que bate horas. Dos antigos, que fazem cu-cu. Um rosto adivinhado numa frase relida mil vezes. Um rosto que, lido, tem outro relógio onde leio cadências que me enchem os ouvidos e neles escavam até se alojarem e soarem o seu cu-cu em eco interno, sinal de nova hora. Horas de mais de sessenta minutos, horas de litros de segundos. Pautas musicais onde só lhes distingo a clave do tum-tum, a tal que no meu soa cu-cu quando bate a tal hora, um rosto adivinhado, um texto lido e relido até ao esqueleto, tum-tum, os relógios acertam-me a hora e o meu diz cu-cu.
Como é que lhe dei corda, que quando foi fabricado ainda os suíços não usavam pilhas para dizer cu-cu, altivo alpino tic-tac de corda à mão que soava com a regularidade das paixões de hora em hora à idade quando a paixão lhe batia, então abria a janela e fazia cu-cu? hoje soa solto, cu-cu descomandado sem previsibilidade nem horário. Apenas cu-cu, instalou-se à janela e é um constante cu-cu.
Uma frase relida e um coração olhado. TMG ou GMT, já não sei em que fuso estou, em que hora estou pois o cu-cu soa, troa-me, baralha-me os ritmos e perco as rotinas, adianto-me uma hora e no mesmo segundo duvido se não estou errado e não estarei é uma hora atrasado. Sei que ele continua a bater, a bater, e a corda que lhe dei foi em rodar de pulso, linhas minhas ou linhas doutrem, a face do lado de lá é sempre igual à do lado de cá, ambas soam d'hora a hora e têm relógios tão descomandados que são verdadeiros apaixonados em fazer do cu-cu o desassossego de quem lhes dá corda, lê ou escreve a pauta que insiste na clave do cu-cu; cu-cu, sempre cu-cu.

Tenho de me modernizar e substituir o relógio a corda. Por um mais prático onde não rode o pulso e me aleije em entorses e não me obrigue nem a ler nem a escrever para saber que horas são: põe-se a pilha e pronto: cu-cu. Simplesmente cu-cu, sem requintes ou afinações: cu-cu porque é hora de cu-cu e não porque lhe apeteceu vir à janela enquanto eu sem dar pelas horas lia e relia e... cu-cu.
O personagem Venia Venitchka de V. Erofeev consegue correr Moscovo de lés a lés e de taberna em taberna sem nunca ver as muralhas do Kremlin. Almejo conseguir ler às horas sem cuidar das horas e sem rodar o pulso a cada uma, um impulso electrónico invisível e sem dores no peito ou no pulso ouvir o cu-cu recordar-me no fuso certo que são horas da paixão. À janela, pois à janela seja. Lá fora não há cucos que eu veja ou ouça, mas há Vida que espreito e invejo. Ardente, orquestra de sons onde os cu-cus não são monótonos. Sei, porque a leio.
A merda é que os meus ouvidos não conseguem parar de ler. Ler cu-cu em cada linha, em cada coração um relojoeiro meu irmão.
- abençoados relógios iletrados, silenciosos e sem janelas abertas incomodamente de hora a hora.
- abençoadas letras que nada dizem e nelas não se lê cu-cu e assim não me apaixono porque não as ouço.
e que seja também abençoado o meu novo relógio suíço com pilhas japonesas que não fará cu-cu, hei-de descobri-lo quando perceber que a felicidade passa pela infelicidade de não ouvir cu-cu ao ler cu-cu, das linhas serem só linhas e estas minhas não falarem de relógios mas do preço do barril de petróleo, quando apertar o pescoço ao cabrão do cuco que não se cala e persegue-me vida fora a gritar-me, a gritar-me e eu a ouvi-lo que está na Hora e as horas estão certas, os ponteiros alinhados, cu-cu, cu-cu, neste vício de rodar o pulso para dar-lhe corda por medo de perder a hora que há-de vir e


cu-cu.

(Imagens daqui e daqui. vénias, em british.)

PS: também aqui e aqui.

domingo, 5 de outubro de 2008

1 €


directamente das badanas:

"E agora o quê? Ser insinuantemente meigo? Ou fascinantemente grosseiro? Com os diabos, eu nunca percebi bem quando ou como aproximar-me duma mulher bêbada. Até aqui - deverei dizer-vos? - eu sabia pouco sobre elas, bêbadas ou sóbrias. Perseguia-as em pensamento, mas mal me aproximava com o coração, o pensamento paralisava assustado. Eu era contraditório. Por um lado gostava que elas tivessem cintura, já que nós não temos cintura nenhuma. Isto despertava em mim... Como dizer? Volúpia? Sim, despertava em mim volúpia. Mas, por outro lado, elas apunhalaram Marat com uma faca, embora Marat fosse incorruptível e não devesse ter sido esfaqueado. Só por si isto já matava toda a volúpia. Por outro lado, como Karl Marx, eu gostava da fraqueza delas, isto é, elas são obrigadas a mijar de cócoras, e isso agradava-me, enchia-me... bem, de quê? De Volúpia? Sim, de volúpia. Mas, por outro lado, foram elas que dispararam a espingarda contra Ilitch! Isto matava novamente a volúpia: podem pôr-se de cócoras, mas para quê disparar contra Ilitch? Seria ridículo falar de volúpia depois disto... Mas desviei-me do tema."

... e eu acho que ele é prometedor, tendo desvios assim.

"De Moscovo a Petuchki", Venedikt Erofeev, Edições Cotovia, 1995. a 1 € numa Feira do Livro perto de si.


(imagem da capa catada aqui. grato.)

trauma pós estival




"smack on the water, fire in the trunks"


(imagem gamada aqui. porque é bela. porque a linko e não há Polícia Que me multe por fazê-lo assim. que se atreva. mas se for melga e parvo e insistir.... chamem a polícia... que eu não pago! - private joke que não tem nada a ver com o(a) estimável blogger a quem 'pedi emprestada' a fotografia)

os sonhos dão um jeito a "ganhar-se a vidinha"?

"a Senhoras solitárias e românticas: passeia-se pelo jardim da Gulbenkian de mãos-dadas. tour completo ou sombra à escolha. pequeno complemento a honorários em espécie*"

(naturalmente inspirado por este 'chibanço')


* leia-se "beijinho como no escurinho do cinema". mais que isso já não era 'romantismo' e eu se há coisa que não desejo na vida é ganhar famas de "gajo fácil, vai com todas"

(imagem daqui. thanks, é linda)

sábado, 4 de outubro de 2008

o Magalhães...




... se visse isto mandava-se borda fora... e vinha a nado até ao registo civil requerer mudança de nome :(


(imagem do 'bicho' gamada aqui.. como é EP, meia vénia chega)

chamem a polícia... que eu não pago!




Eu acho que anda tudo maluco. Sem saber ler nem escrever parece que há quem ache que eu (plural-blogger) tenho de me inscrever não sei onde, ser controlado sei lá por quem, enfim até parece que terei(emos) direito - os "associados", claro - a cartãozito preso com alfinete à t-shirt (aindo me pico com essa merda). Eu cá acho que anda tudo maluco.



(tudo ao molho e no mesmo saco; mas há destrinças e não são poucas. tem é de ler-se tudo. porque É importante, raios!)










e chega de voltinhas - porque mais haveria e era um nunca mais acabar se seguisse os links todos (elos, jpt, elos, ok :) para acabar cansado e voltar à fatia da vaca, fria naturalmente: anda tudo maluco :(

eu, blogger, querem crismar-me de quê? ná ná... ganhem mazé juízo: aqui o maluco sou eu. só eu. improvisem por outro lado que o que mais há é papelada escrita e hertziada por onde pegarem, mas não me chateiem mais o raio do blogue!


ADENDA: esta reflexão de Carlos José Teixeira merece.... reflexão. o que implica obrigatoriedade em lê-la para poder reflectir sobre aquele que dos posts que até agora li mostra uma visão bem equilibrada. e com profusão de links sobre mais abordagens ao tema - mas não descurem os acima...!
a ler por quem se preocupar com os sonhos onanistas do Yuppie Sr. Prior Querido, reencarnação dum qualquer Torquemada de tiques wallstreeteanos, certamente seu avoengo e que o Cristo-rei lhe seja leve!

ADENDA 2: outra opinião a ler. na caixa de comentários alarguei-me na minha opinião. que conforme mais vou mergulhando no problema/polémica mais reflecte a minha irritação. e das dúvidas a que tenho de por mim encontrar respostas.

(imagem daqui.. vénia, em british - quem tiver "carteira de tradutor" que traduza: eu gamo fotos e meto-lhes o link. mai nada. e não quero "carteira" nenhuma)

Austin e mr. De Luxe




A minha Homengem ao Escritor que conseguiu interessar-me por literatura portuguesa, não chatérrima de "clássica". Porque clássica será sempre a sua narração alucinante da cena de porrada com os camones no Bairro Alto. Umas dez a quinze folhas de ficar tão sem fôlego que abriram-me os olhos a "cá também se faz disto".



(imagem de capa igual da primeira edição que tive, daqui. vénia. mas "O que diz Molero" é dos tais livros que já tive de comprá-lo bem umas três ou quatro vezes.... "esquecem-se"...:(

caixinha de celestes em porto de abrigo...


"Celestes" são doces conventuais típicos de Santarém. Umas coisinhas pequeninas feitas de doce de ovos, boas pra caramba. Caixita com meia-dúzia come-se sem se dar conta do dinheirão que custou.

Mas se penso "Celeste + Santarém", mais a mais em Desafiómetro que apela a memórias "no escurinho do cinema", bem.... saiu assim como se tiverem paciência abaixo lerão, em porto de abrigo onde me sinto bem e deixei contado o meu "no escurinho, com um OVNI anexo"

Capítulo I: "Celeste"
Capítulo II: "há estrelas no céu"
Capítulo III: "lagartixas (aguarela)"


ps: como quem sabe sabe, a "Chez" tem artes de maga informática e consegue pôr banda sonora aos posts. assim no final de cada um é clicar no ícone da música específica de cada e lê-lo com ela em fundo, profundo. ou em silêncio, à escolha do freguês e de acordo com o gosto do momento ;)

:)




ELA meteu-se à estrada e... VOLTOU!!! (lá se vai o resto da adega... :)))

Frei meditando...


“oculi, quemadmodum animo affecti simus, loquuntur”

sábado, 27 de setembro de 2008

monogamia rima com "mamma mia"?

há tempos e tempos que não ia ao cinema. hoje, por convite irrecusável, lá fui. meio desconfiado embora na memória houvessem já duas recomendações muito positivas ao filme. fascinei-me, bati palmas, ri, emocionei-me, lavei a alma: "Mamma Mia" é filme a ver, ver e ver. Sem qualquer paralelo de situações pessoais vividas revi-me nos personagens, uma identificação "à época" e ao corolário que, pessoalmente, desejava ter-me acontecido se a vida assim me tivesse corrido. e reparem que não estou a referir-me a nenhum dos três personagens masculinos: com a diferença de sexos intocável, a minha identificação romanceada com a personagem chapou-se na feminina, essencialmente essa. eu gostava de ter vivido uma vida assim.
o final? achei-o lamechas fora o casamento desfeito já com o cura de mão sacramental em riste: aí foi uma das vezes em que incontidamente bati palmas. porque "se eu fosse ela" (não a noiva: a mãe; explicação para quem não viu o filme) e um dos três não fosse gay, eu ficava com os três.
nunca acreditei muito nesta coisa da monogamia, obrigatória no acasalamento 'oficial' e punida por quem não nem nada a ver com isso pois não faz parte da família. o incitamento e legalização da hipocrisia, o condicionamento sentimental por quem só pode ser amado por um tarado burocrático, ainda mais por dedicado a quem é incapaz de retribuir sentimentos: o Estado, esse patrono de lares e costumes, de tretas mal disfarçadas e mal-fodidas.


à saída fui à Feira do Livro que já me namorara à entrada: embora ande teso não lhes resisto, acabando até por calhar comprar livros que no seu preço normal dificilmente cá vinham calhar. na recolha de hoje (total 13 €) haverá dois desses mas qualquer dos outros fi-los meus com prazer de garimpeiro. segue relação e preços, apenas a exemplo de como as oportunidades cruzam-se ao virar da esquina, "mamma mia" se, podendo, perco uma:


- Valete de Sombras, Michel Host, Cotovia, 3 € não conheço o autor nem nunca ouvi falar na obra. mas se ganhou o Goncourt tem de ter qualidade
- Poesia em Viagem, Blaise Cendrars, assírio & alvim, 3 € - poesia nunca é muita
- Jorge de Sena, Uma ideia de teatro (1938-71), Eugénia Vasques, Cosmos, 2 € - Jorge de Sena é Jorge de Sena. e Teatro é "tema".
- Donamorta, Armando Silva Carvalho, assírio & alvim, 2 € - a prosa que conheço do autor nunca me desiludiu
- De punho cerrado - ensaios de hermenêutica dialéctica da lit. port. contemporânea, Carlos Ceia, Cosmos, 1 € - sei lá... talvez um dia venha a dar jeito para alguma coisa, embora até nem esteja a ver para quê...
- Uma migalha na saia do universo - antologia da poesia neerlandesa do séc. vinte, sel e introd. de Gerrit Komrij, assírio & alvim, 1 € - idem; a poesia nunca é muita
- El cuento de la isla desconocida, José Saramago, Cuadernos del Pabellón de Portugal Expo'98, 1 € - Saramago. e não conheço este conto e portanto a ilha, que me lembre

Paul Newman




foi-se hoje. 27-09-2008. o Homem que além de tantas tacadas na minha mente e a faziam rodopiar que nem em derrapagem numa curva em La Sarthe, deu-me um dos momentos mais hilariantes* que recordo no cinema - hoje circunscrevo essas memórias a Ele, além era injusto: quando, saltando para cima da moça para uma sessão de karate alentejano, os dois em quimono de pelota como manda a etiqueta, a tradição e dá jeito, ela pergunta-lhe, espantada: "e as botas**? não as tiras?" ele: "não! ajudam à tracção"


* este blogue é escrito por uma mente devassa; nota para quem ainda não reparou;

** botas de cowboy, nada de paneleirices da moda


(foto daqui.)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

memoires

hesitei - e não pouco - entre dois pólos: tenho um fraquinho e que não se explica pela facilidade do epíteto "lamechas" pelo 'My Way' de Frank Sinatra. suponho que algures no 'diário' bloguístico até já youtubizei esse sentimento, sinopse anexa.
mas os sentimentos subordinam a vontade. bailava-me, xiricava-me* na memória apenas um nome: Léo Ferré. estava então decidido: hoje, 25 que se sucede a 24 tal como o amanhã ganhará lugar ao hoje e findo o Verão se entra no Outono, neste Hoje há Léo Ferré. há, porque cá também mora um inconformista e quero preservá-lo . e teimoso, sei. sei sem que mo digam.

'La Solitude' era estúpido: soaria a vagidos de virgem arrependida, qualquer merda desse género. 'Les anarchistes' é chato de tanto déjà vu. Appolinaire e a sua Musa era demasiado óbvio para cair em tal esparrela. 'Tu ne dis jamais rien' é provavelmente a minha preferida mas... não era essa hoje, não: passível de mal-entendidos: liminarmente riscada para o momento musical do dia. entre 'Elsa' e a 'My Way' do seu antónimo... então até metia a segunda...!
nos sismos orgânicos do arfar diário, a cada estremeção a memória fica sempre um pouco mais curta :( restam 'La mort des loups' e 'Requiem'.

fica então 'Requiem', de 1975



* vénia pela expressão a quem ela é devida. que o itálico se entreleia como Homenagem, e explicitamente nunca como plágio. mesmo que me encontre incapaz de escrever dois parágrafos que ericem pêlos da nuca, em glória uma dobra na página, há por aqui uns rascunhos amarfanhados entranhas abaixo que me lembram como se faz, pois, pouco, mas fi-lo. à merda a hipocrisia da falsa modéstia, sanita igual à da cagança pedante - falo do meu Eu e ninguém tem nada com isso. e, se mesmo assim altercando decidi escrevê-lo, o blogue é meu, a merda é minha. lê-me quem quiser. afinal que é isto dos blogues senão musicais e monólogos? Hyde Park, meu rico Hyde Park que estás tão longe e só te subo ao banquinho via Internet... :(

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

serenity



(foto "barco em mar sereno" de Atílio Francisco Pinho, encontrada aqui. vénia)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

spirit




(foto - com letra de música incluída - no estimável La force des choses. vénia grata por evitar-me escrever duas ou mil linhas)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

que vale um blogue?




blogar embrenha-se na identidade, e desse cruzamento híbrido ressentem-se as bússolas e outros órgãos que nos norteiam. em resumo, é hora de levar a máquina à inspecção periódica pois há sons que inquietam, e receio avarias graves.

com menos de meia linha tinha dito só assim: pausa. pausa na virtualidade pois somos pessoas absolutamente normais, tanto que no íntimo não existe a hipótese de escrever textos e guardá-los como rascunho: após editado extra virtualidade nunca mais é apagado, por na massa humana não existir aquele privilégio tecnológico. por isso... pausa.

mas voltarei. sei que gosto demais disto para abandonar como quem deixa de fumar. e, eu, nem isso consigo fazer.


(imagem daqui. grata vénia. PS de hoje,15/9: e leiam o texto porque... )

domingo, 7 de setembro de 2008

e quem não... ?



É-me impossível garantir que era esta a música que soava quando, a pisadelas tantas na pista de dança da 'discoteca-boite Folclore', primeiro andar da praça de touros 'Monumental' da então Lourenço Marques, um raio de lua conseguiu penetrar o cimento armado da minha timidez e dei, recebi, o meu primeiro 'french kiss', mais a mais pela que, então, eu morria em versinhos de amor. Porém, quase de certeza que foi este um dos sons que se apagou como tudo o mais se evaporou, pois deixei de ver, ouvir, e sentir além do murro de sensações que me atingiu, derrubou-me, e mal a orquestra parou e o resto dos pares parou de roçar-se e os nossos corpos se descolaram, corri para fora, ávido de ar, tremendo, chorando intimamente de alegria e anestesiado de tudo, pois nada mais existia que aquela nova sensação: ser beijado e beijar, as línguas saboreando-se até ao mais profundo do trémulo peito. Quem não se lembra do seu...?
Eu lembrei-me, e por portas travessas. Nesta troca de 'piropos' musicais que servem de desculpa para revisitar(mo-nos) o tempo dos sonhos perpétuos, hoje o Macua foi buscar artilharia pesada que, embora me desse um pulo no coração - ele 'sabe', ele sabe, já me tirou o retrato ;-) ... -, acontece que calha por ora a minha permanente vivência nostálgica esteja numa fase de "período meloso" de recordações, daqueles em que se sente um aperto no peito quando se revivem os momentos de paixão.
Algures no Xicuembo '1' - e está no Xicuembo - livro - recordei a manhã seguinte ao 'primeiro beijo', ainda ardendo nas areias não menos quentes da praia da Costa do Sol. Depois, julgo que no (O Vazio) - sem links individuais quer para um ou para o outro post, não tenho a menor ideia das suas datas - faço pequena correcção ao 'primeiro beijo' pois recordei outro prévio àquele que assim o recordo, porém em idade e circunstãncias que não me permitiram fruí-lo na áurea própria de romantismo em que deve acontecer para ser... perfeito. Além de que o cronologicamente 'primeiro' foi trocado com uma desconhecida, e este emocionalmente o 'primeiro' foi-o com quem então amava com a intensidade dos amores impossíveis, de todos os melhores pois essas dores de peito e lágrimas de paixão são mais doces na sua dor - que é falsa pois é saborosa, que outro que se consume sem passar por esse estágio formativo da sensibilidade que é Sofrer por Amor. Opinião pessoal e filha da minha experiência, aceito "na boa" que contrárias tenham(-vos) melhor sabor.
... e assim, ainda na dúvida mas quase com certezas, chego a Percy Sledge e ao celebérrimo "When a man loves a woman", fundo musical que arrastou os meus lábios hesitantes ao longo da linha do seu queixo, vindos duma primeira carícia no lóbulo da orelha, percorreram hesitantes e com o coração aos pulos um trajecto que, então, ela, avé!, abreviou e em atalho fez os seus lábios seguirem de encontro aos meus... e o cantor e o mundo e tudo terminaram a sua existência, pois eu imolava-me de prazer naquela fogueira que me tomou e mais algum fósforo novamente ateou.
Ao contrário do que por aqui e ali 'gloso', quer seja como "mangusso" ou como "Frei" ou outro personagem qualquer, fui e sou um tímido nos relacionamentos amorosos, e vivi-os um a um com a intensidade suficiente para, caso tais prémios existissem, em cada deles ser sério candidato a "romântico" do mês, ou do ano, ou apenas o do sonhador-romântico que sempre fui e, acho que felizmente, disso ainda sobraram résteas em brasas que por vezes a brisa de viver avivam. Fogo sagrado, que se acende reacende ou explode em fagulhas... "when a man loves a woman...", benesse mor de se Viver. Das melhores razões por que tenho pena em envelhecer. É que se o amor não conhece idades, certo, a base da ampulheta tempo a tempo vai acumulando e pesando, qual cúpula de campa que assinala a presença dum defunto. E esses não dançam mais.



Carlos Gil


Faça você também Que gênio-louco é você? Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia

sábado, 6 de setembro de 2008

Charlie Brown


Durante quase todo o ano costumo deixar a janela do quarto entreaberta. Não espero a visita de magos ou fadas, e estou velho demais para Peter Pan eleger-me para com ele voar para a Terra do Nunca. Não que o não lamente mas a acontecer declinaria: sei da idade e peso das minhas asas que, qual albatroz vetusto, não se afasta já muito da sua ilha-pouso. Que espero afinal, além de ocasionais mosquitos que se banqueteiam com o meu corpo inerte? Em consciência não sei dizê-lo com a precisão que a repetição do acto impõe a quem se indague, ou se preocupe ou entretenha em estabelecer ligações psicológicas entre as rotinas e a profundidade do inconsciente onde se pescarão as razões. Eu, se me ponho a pensar no porquê de não cerrar completamente o meu quarto à vida dele exterior, cismo que mantenho a tal fresta por desejar a visita duma brisa, um sopro de ar que acorde o meu corpo adormecido, e nesse acordar de pêlos eriçados haja um arrepio de prazer e não a dor da mordidela doutro mosquito, vampiro e onanista porque me usa e chupa em silêncios que não me despertam durante as noites que me marcam e entristecem o corpo e os dias, espelho dixit.
Coisas de sonhador com cardápio quase gasto, está visto, daqueles teimosos que continuam a acreditar que é possível por uma janela entreaberta entrar um cometa com pó mágico de estrelas, e dessa visita ganhar um despertar espreguiçado de sonhador saciado, em paz com os seus fantasmas nocturnos e livre de mosquitos onanistas. Quimeras. Mas mantenho a janela entreaberta, embora o meu corpo pague a ilusão com as muitas marcas arroxeadas que exibe mas oculto, ferroadas que por ela entram e a solidão adormecida que, exultantes, encontram.

Charlie Brown – uma das minhas alcunhas enquanto jovem, dos ‘Peanuts’, tem um amigo, Linus, que transporta sempre consigo um velho cobertor que, só ele personagem, seu pai Schulz enquanto vivo mas que eu saiba nem em testamento revelou a razão, ou as rugas meditativas de cada seu leitor saberão do porquê de tal fixação. Eu, que outrora fui Charlie Brown mas no caminhar d’entretanto perdi o fio à meada e à sua banda desenhada, não transporto nenhum cobertor mesmo que ilusório e, que saiba, nunca me apercebi dalgum meu amigo fazê-lo. O que mais se me aproximará como fetiche misterioso será a almofada, bem real, que abraço em posição fetal virado para a frincha entreaberta, porta de entrada de mosquitos algozes que me desfiguram as costas desprotegidas, mas teimosamente via aberta para cometas ou fadas que se percam nas tantas vias dos céus nocturnos e calhem visitar-me, ou que eu invoque quando necessito dum embalo para nanar.
Hoje, ela, brilhava. Não de lágrimas ou restos de luar, sequer de sémen pois as erecções nocturnas efectivamente acontecem. A minha almofada brilhava, e assim regresso à personagem Charlie Brown. Indiferente ao que o leitor pensará, quer da fresta, da almofada, de cometas, fadas ou mosquitos. Isso é vosso trabalho intelectual, não meu. Eu? eu aproveito o momento e abraço-a, desperto pelo brilho com que ela acordou nos meus braços. Vindo da janela emperrada em não se cerrar por inteiro, nem o sr. dr. Freud ou algum mestre marceneiro melhor o explicariam.


(imagem daqui. vénia.)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

post de discos pedidos: os "America"

a provocação e a dúvida sobre a retaliação já eram folha de Acta. faltava decidir, pois a escolha era muita e estava indeciso...
mas, hoje, o agente provocador 'picou-me' deixando sugestão de banda, e com dois temas alternativos...
ora as violas são três... que fazer? "elementar, caro Macua": levas três e - please..! - não deites nenhuma fora pois vi-me à rasca para me ater só a este trio... ;-)







... um dia destes "falamos" dos Amon Dull... tenho uma 'boa' para contar: daquelas que a memória trás com este marulhar que sai do baú do YouTube: uma tarde louca no Hotel Tivoli, LM obviamente, com uns 'estranjas' barbudos, bêbados, gajos porreiros que pagavam a despesa toda mas com tal aspecto que o empregado do bar do hotel, quando nos levava mais uma bandeja de cervejas poisava-a no chão, batia à porta e dava de fróxes antes de a abrirmos :-))
então estava longe de saber quem eram, até porque das falas deles nem eu nem o Malico nada percebíamos e até nos pareciam 'boers'.... largos meses depois, talvez até um ano ou mais, já 'cá', folheando lp's numa "discoteca" da Baixa lisboeta o título duma faixa - "Mozambique" - atrai-me, abro o álbum (ou viro-o, sei lá já...) e dou com as caras chapadas dos beberolas janados, companheiros ocasionais e patrocinadores líquidos daquela tarde louca não tão antiga ainda, então...
pedi para ouvir umas faixas: o álbum era execrável. provavelmente ainda estavam bêbados e charrados quando o gravaram: não o comprei. mas fumáramos da (nossa) erva e beberamos as cervejas (deles) juntos, ai isso sim, sim... cambada de malucos! :-))
tempos únicos. e, hoje já a caminhar para velho jarreta a escrever estas coisas práqui, um sem-vergonha, qualquer dia os meus filhos vêm languçar o que o "velhote" anda a escrever no blogue e dá-lhes uma solipampa... talvez não: eles já me chamam (e desculpam, I hope...) de "extravagante", "coisas de artista": é meio caminho andado para não só entenderem o presente como darem um descontozito ao passado, fico grato e vejam lá mazé se não me seguem as pégadas, ok? ;)