quinta-feira, 19 de junho de 2008

viva! viva! viva!

... e é agora, antes do jogo começar, que se devem dizer certas coisas.
primeiro, que entretanto nem a gasolina ou o arroz descerem o preço; segundo, que estão a preparar mais umas 'fodinhas' quer na electricidade quer nos telemóveis: naquela parece que quem paga vai pagar por ele e por quem não o faz; nestes, já estão a afiar as garras para o que parece(ria) impensável: roaming total, constante: um gajo paga quando recebe uma chamada e não só quando a faz.
e chega, afinal ainda só são os quartos-de-final e até darmos o berro ainda falta um pedaço, coisa para mais umas jornadas como estas e estamos lá.
ok. acho que é às 19.45. na 4. e que ganhemos, tá claro: cá em casa perdemos, vivam as vitórias fora!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

o Verão e o que se verá



engraçei com esta imagem. achei-lhe piada, pelo ângulo, pela composição, enfim, claro que também pelos giros montículos em realçe. o Verão está aí e haja olho de artista que muito haverá a "fotografar". nada de errado, é humanamente saudável e doentio é negá-lo.
não que lá, onde a descobri não haja carradas de mais sugestivas, ousadas, belas q.b. e até no excesso de adornos que empalidece a beleza natural. em minha opinião, respeitando mesmo assim o meu 'outro' que, à vista desarmada dalguns espécimes como os que pelo blogue linkado se vêem e à fartura, lá lhe calha e não resiste, e saliva mesmo sabendo que isso é feio e não se faz. provavelmente com o Verão curo-me, e isso são só restos de abstinência visual invernal.
a alternativa é que sou tarado por rabos. hei-de decidir/descobrir. é por causa desta dúvida que, navegando, dou com lindos blogues como aquele... cheguei lá pela coluna de links da Maria Árvore*, alguma vez na blogosfera há melhor sinaleira? lol
;-)
* smack, muy casto e grato

Epistolar para a Terra do Sonho – elogio a Hyde Park

(…. pontilhado prévio vário, à volta do ser ou não absurdo o dispêndio em jogos de fortuna e azar)
E o Sonho, Johnny? o e os tais que só com cheques se resolvem - que os há, já não somos crianças com mesada e berlindes no bolso, e neles uma leiteira que salva qualquer enrascanço? Dois euros à semana alimentam a (vaga) esperança duma vida desafogada, uma reforma que eu e a Webina (já) merecemos pois cada ano que passa já pesa a dobrar, um grande empurrão à vida dos filhos mais velhos e o assegurar que as potencialidades da mais nova não se perderão, por escassez de recursos de quem tem de lhos prover. Tanto, e tudo material... Os Sonhos - os tais! - esbarram sempre neste muro que às vezes não sei, sabemos, escalar e fica-se no mesmo sítio com mãos, cotovelos e joelhos esfolados, a pele riscada pelo vermelho da derrota e da dor. Eis um lado, agora conto-te do outro e de como este íman íntimo atrai e repele e esse equilíbrio desiquilibrado alimenta de sexta a sexta, projecta um filme sabendo que o é eu, espectador, haverá hora em que terei de me levantar e deixar a sala e o escurinho, sair e enfrentar os raios cruéis do Sol a olhar o que sobrar da sessão múltipla que se vive, escrevendo-a.
Não abdico de fechar os olhos e deixar de ver, sonhando apenas. Não - respiro isso por sábio conselho íntimo dum mago ou duma vidente que mo leu numa bola de cristal: "não sobreviverás sem Sonhar, pois sem eles nada és e deixarás de acreditar que serás". Mais ou menos isso, Luna Park ou Parque Eduardo VII, um mago ou uma cigana, um engano de mim próprio como outro qualquer. Dois euros, a consulta semanal. Há vidas e momentos. Nesta e neste não consigo dissociar um sorriso Hoje e Amanhã sem a certeza que nesses mesmos dias o suporte material não claudicará. Senão fica este ricto de lábios amarelo ou amargo, lábios comprimidos e que comprimem a graça que não sai e não se escreve, o poema perro, o texto encravado. Eu, avariado.Dois euros à semana amenizam e enganam, são placebo mas também consolo. Iludem mas revitalizam. gastam-se mas é conta de farmácia suave, quando se pega na bula e lê-se as maleitas que curam, doseado e com conselho avisado por causa do perigo das overdoses. Dois, são dois. Pra semana outros dois e pra semana sei lá que ilusões precisarei para me agarrar aos 'dois' e não desanimar, alçar a gasta bandeira do Sonho como se fosse ainda viçosa e o seu brilho cegasse como já cegou quando acreditava no Pai Natal. É o meu remédio, e nas semanas em que falha ou por esquecimento ou por falta de receita para o avio, sinto-lhe a falta misturada nesta angústia da carência, da dependência do Sonhar: cá fora faz frio, seja que estação for e aquele manto é mágico - disse-me o tal ou a tal vidente. Ou disse-o a mim como agora to digo a ti.
É como o outro remédio que tomo diariamente, as pílulas de Musas que fazem sorrisos Colgate. Foi noutra tenda escura, paredes de caniço e telhado de chapa que tomei a primeira dose e desde aí fiquei adicto. Hoje, sofisticado por uma educação falsificada, coisa fina de autodidacta, digo-me aficionado e até ponho um lacinho se quiserem para o retrato. É tudo mentira: sou é um viciado, um adicto, e cheiro mal do sovaco. Adicto com cê antes do tê, sem acordo que faça o desmame a tal droga de que dependo: o amor perfeito, sofrido e chorado, juvenilmente platónico ou rasca de velho devasso - à escolha pois desde que a forma em nuvem sirva, o sapato e a sandália pra lhes trepar são sempre as Ideais. O suar fininho. As rezas e os conflitos espirituais do frade. Tudo, mas tudo está nesses e neste entrelinhado.
A vida literária está recheada, grávida com águas sempre correntes, de estórias como esta, de Sonhos escritos e que só são escritos porque não são realizados. Perversamente realizam-se no acto de escrevê-los, são tese e antítese, um Joker no rótulo do tinteiro. Fechada a caneta ou antes de abri-la entram pingos pela janela que molham as folhas e, a tantos, tantos! inutilizam a alvura da escrita que têm dentro de si – não gozem com a alvura pois que a há: eu já a vi, li. É por isso, diz-se nos ‘mentideros’ e alguns escritores chibam-se nos seus livros acerca dos outros, que os escritores são todos dependentes, adictos, agarradinhos ao pó das Ilusões. Fazem linhas de letras que snifam e depois arrumam noutras linhas, agrafam-nas e vendem-nas assim. Vivem disso, vivem assim. Em cada cinco que se lêem lá vem um. Eu Sonho, sonho-o assim, eis-me falho de originalidade mas magnânimo ao espelhar-me.

Semanalmente gasto neste tráfico dois euros, e de sábado a sexta vou escrevendo, escrevendo, escondendo o pensamento secreto de que à sexta descansarei. Farei um ufff! do tamanho do Mundo e, findo o repouso que cansará, dele depois darei conta ao mundo na forma mais simples que conseguir dizê-lo sem me engasgar. Que desejo que seja escrevendo-o, pois esse foi sonho dos sonhos e o primeiro de todos a ruir e levar-me ribanceira abaixo. Não sou W, X ou Y, sou o Gil e nem a mim me conheço - embora goste de ler e reler este desconhecido. Conheço-lhe as taras, os hábitos, os defeitos e as virtudes. Adivinho-lhe as alegrias e sofro com ele as dores. Comungamos um destino, enlaçamos as mãos e já não há forma - ou a queremos! de nos desunirmos.
Já viste que tanto, o tanto que dois euros à semana alimentam, Johnny? quantos enganos e enlaces proporcionam, que ruína e desgraça cairia se o Sonho acabasse e sobrasse o vazio das sextas estendido até à sexta seguinte, sempre, semanas e semanas sem sonhar, escrever, sorrir, imaginar? enganar-me? Não posso: estou 'agarrado'. Hyde Park espera-me mas terá de aguardar mais um bocado. Um abraço, mano. Fecha os olhos e imagina o mundo pelos meus e terás o flash de quando a droga penetra na veia e ilumina a realidade, pintalgando-a tal e qual como da primeira vez que pousei uma mão num seio, paredes de caniço e telhado de zinco, gasta esteira no chão: foi aí que comecei a sonhar além dos sonhos da minha idade e condição, eis o Princípio do Mundo e da tal nuvem de que a cigana falou em cavalgar. Entretanto foram-se quarenta anos e há a correcção monetária, a crise do petróleo e a inflação: tudo está mais caro. Na altura o upa, upa na idade mental eram uns enormes vinte escudos e em prata; hoje são duas rodelas de metais duvidosos, que em Euros dizem ser quatrocentos escudos o preço que se paga. Mas o mago, a cigana e a vidente, todos e todas me avisaram: Sonhar tem preço, e ele tem de ser pago. É o que faço - e por receita caseira, o que obriga a que o escadote e Hyde Park ainda vão ter de se aguentar sem o show de eu lá trepar.

domingo, 15 de junho de 2008

Chez.03

a Maria Árvore mudou o saleiro e o tinteiro já há tempos e eu ainda nada dissera, ciumento que sou.
mas como estamos em Festas Populares e é nestas alturas que o Sol quando nasce deve ser para todos e todas que ainda estiverem acordados... (quem não conhece a "Chez Maria" vá lá e perceberá)... aqui fica o link..
pronto, divirtam-se tanto como eu. e não me refiro exclusivamente ao lado pictório embora ele seja de arregalar o olho, seja ele de 'mangusso' ou de 'pitinha': a escrita tem momentos sublimes. ah! as caixas de comentários são um 'must'.
digam lá quem é amigo, hein?

Vem sentar-te comigo, Musa

Vem sentar-te comigo, Musa, à beira do teu rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)
.......
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé da futilidade,
Mais longe que os deuses que nos espreitam desejariam.
.......
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos ínócuos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente - mas ardentemente
Que com desassossegos públicamente grandes, tão feios de grandes.
.......
Sem amores, ódios, paixões que levantem a voz além do sussurro ciado,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos
que só devem ver-se no nosso âmago fitados.
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio correria sempre manso,
E com ele nós não esbracejariamos ardores e iríamos desaguar no mar onde moram
cavalos-marinhos e suas éguas, disfarçadas em lulas de mil braços
e tantas, tantas ilusões.
.......
Amemo-nos tranquilamente pensando que podemos,
Sempre que quisermos, trocar beijos e abraços e carícias.
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-nos nele nadando em sincronia,
até a foz emudecer o arrulhar das águas.
.......
Colhamos flores! pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o nosso momento —
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da própria inocência.
.......
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque ao enlaçarmos as mãos e nos beijarmos
Nem fomos mais do que crianças, sonhadoras, mas inamovíveis crianças.
.......
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti,
fora o salgado do rio que desagua no mar e de caminho lavará a face.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim — à beira-rio,
Pagã triste, Musa eterna com as nossas flores nesse amado regaço.
.......

(variação livre sobre o poema de Fernando Pessoa-"Ricardo Reis", Vem sentar-te comigo, Lídia)
NOTA: o pouco que sei de "html" não me permite editar o poema respeitando a elegância de forma do original. designadamente o 'espaço' no início de certas partes. clicando aqui pode ver-se o que, cá no blogue, não consegui fazer.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

da "champions" e da decisão d'hoje, da histeria no geral

que internamente 'hajam casos', disso nem o FC Porto nem nenhum se safa: o futebol nacional cheira mal de muito atrás da hegemonia do FCP. e mesmo durante esta, os demais se não fizeram igual ou pior é porque não conseguiram - houve quem tentasse o Guiness e se lixasse. não há nem houve Santos, e quem acreditar que os haja acredita ainda no Pai Natal. ainda internamente, resta olhar o lado desportivo, bola-jogada-na-relva. aí a hegemonia do FCPorto tem sido clara, algumas oscilações mas clara.
exteriormente, UEFA & Cª... nem o FêCêPê nem nenhum dos outros calmeirões (cá na terrinha) tem pinta, gabarito, altura ou peso específico Nacional para arrotar postas de pescada, quanto mais para falsificar - sequer ousá-lo!... o peso da mesma. ora os títulos internacionais do FCP existem, e não é admissível duvidar da sua legitimidade e mérito desportivo.
haja calma. não é o Tribunal de Alguidares de Baixo que está/vai decidir este assunto. não se transporte além fronteiras o clima de ódio clubístico que cá dentro grassa: é feio, dá mau aspecto e cheira pior. cá dentro não se nota tanto pois já nos habituamos ao smell a sovaco-de-baixo. mas, os outros...
assina um que não é adepto do FCP, SLB ou SCP. sequer ferrenho de futebolês, felizmente.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

CR7

tanta verdade junta sobre o comportamento mercenário (ou infantil?) do "melhor jogador do mundo"...
e do seu digníssimo "Agente" está claro, pois ele não as matuta nem se mete nelas sozinho. em seu benefício até quero crer que cai nelas por empurrão.
espero que não esteja a destruir o resto da sua carreira profissional que tão longe ainda pode ir, e a comprometer o início da de Adulto, em nada menos importante que a outra.
espero, mas não tenho certezas tais os sinais - que um jogador ícone não é só golos e fintas, há que e exige-se mais!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

MST

nunca foi gago. há vezes em que abusa um bocadito nos perdigotos, mas noutras parece o Guilherme Tell a acertar na maçã, digo na 'mouche', aliás digo é nos "Furacões" e "Fundações", e outras gordas off-shorices.
ora leiam esta crónica, Heróis do ar

outro

descobri-o por acaso. numa leitura 'transversal' agradou-me sem desgostos de monta. e no inverso, escrever q.b. não destoa.
a espreitar de vez em quando.

sábado, 7 de junho de 2008

eu, a bola e o Inferno



não sou ferrenho do futebol. aliás, raramente tenho paciência para aguentar 90-noventa-90 minutos a olhar para aquela parvalheira - que a é quase sempre. se numa 'época' vejo um, dois jogos inteiros, será muito. às vezes até penso que podiam dar só os golos e estava a despesa feita... até porque desconfio muito daquilo, acho-a coisa meio amaricada pois os gajos servem-se do pretexto dos golos para andarem aos beijos e a apalpar o rabo uns aos outros.

também não sou um nacionalista adicto, tipo bandeirinhas, futebóis e hinos. que os deuses me livrem de tal pacóvice histérica. gosto de cá andar na generalidade e queixo-me do que tenho de me queixar, assim como me agrada o que agrada a todos que sabem olhar, cheirar, sentir. há cá mais que Mar e Sol. mas não vejo nisso razão para andar aos berros ou - o caso - comprar um cachecol e pôr-me apalermado em frente ao televisor. gosto mais de bejecas, se é para figuras tristes.

mas há jogos em que gosto de estar "um olho no burro, outro no cigano". quando (raramente) dá o meu Belenenses na tv, quando é um dos tais duelos de fazer gemer de paixão e ódio meio país, e nalguns jogos da selecção. poucos, mas alguns aguento-os mesmo. em 2004 consegui ver três ou quatro inteiros, e quatro anos depois não me arrependo: se vier a ter netos dou-lhes uma seca a contar-lhes dos penaltys e do Ricardo ou, não os havendo, daqui a vinte anos 'escrevo' sobre isso, quando já ninguém se lembrar :-)

hoje é uma merda. no anfiteatro da Biblioteca, às 21.30, há um concerto de malta porreira, coisa que imagino futurista pois é tipo som + imagem, e eu fui convidado pessoalmente. primeiro por mail, e depois recordado cara-a-cara. e o jogo a começar às 19.45. o que com intervalo e 'descontos' leva-o para, a correr normal, lá para as 21.40. moro praticamente ao lado da Biblo e em dois minutos ponho-me lá. mas vou chegar atrasado. a não ser que a meia hora do fim já estejamos a perder ou a ganhar por cinco a zero. o meu problema certamente é o de muitos: a hora não foi pensada em 'futebolês' e a realidade é que esse é um dialecto com forte implantação popular.

este, por ter a mística do primeiro jogo, é dos tais em que estarei a fazer a minha vidinha, a escrever(-vos) e loar(-vos) os lindos predicados que pôem-me a suar fininho*, mas quero ter o tal olho no burro e o segundo no cigano: a tv ligada e o som quase em off, para quando o locutor ficar histérico mandar-lhe a tal mirada estrábica e mandá-lo à merda ou arregalar o olho torto.

à hora ou atrasado, lá estarei. temo é que seja na segunda hipótese e disso vou já dar e-notícia para ela, a «avisadora», não pensar "andei a gastar o meu latim em mails e aquele desgraçado nem cá meteu os butes, e ainda por cima ontem falamos nisso! sacana! nunca mais te aviso de nada nem te mando anedotas giras!". enfim, julgado e condenado à revelia, depois a cumprir pena e a coçar o cocoruto a ver se descubro o porquê...



* suar fininho é delicioso. um bocado sofrido mas o tsunami de pensamentos que-não-se-contam alaga-me e nado neles que nem o Mark Spitz em Munique, '72. puro gold. enfim, são coisas do Frei, esse alter ego que me atormenta neste vai-vem interno e eterno, entre a Tentação que me levará aos urros pra dentro do caldeirão recheado de febras e mais pecados, e a Remissão que dele me pode salvar mas condenando-me a missas e dieta de sopa de lentilhas nos recônditos da minha cela para toda a eternidade... lol

EXEMPLO PRÁTICO: o jogo já vai com 33:36 e até assisti a um golo nosso (mal) anulado, uma bola no poste deles, e... entretanto fui e vou escrevinhando!
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AINDA A TEMPO: o concerto foi impecável. abençoada hora em que o músico & compagnons de route, após árdua tarde de mui e esforçado trabalho, decidiram ir jantar e ver o final do jogo, e abriram o tasco meia-hora mais tarde. avé!
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AINDA MAIS A TEMPO: afinal o golo foi bem anulado. também não fez falta, mas compunha mais o brilho do score-ramalhete.

sábado, 31 de maio de 2008

ainda a xenofobia na África do Sul - ou qualquer outro lado

cheguei a este magnífico texto via o sucedâneo dos 'chuínga' da IO.
thanks, mufana, que sei lá porquê ultimamente pouco tenho visitado o 2+2=5. em meu prejuízo, anoto.
em tempo: não gostei da afirmação da Srª Nomfundo Xulu, "tenho vergonha de ser sul-africana". ao denunciar e escrever como escreveu deu, está a dar, um poderoso contributo para a mudança de mentalidades no seu País. e isso não é sinónimo de desistência, como a ligeira e infeliz frase pressupõe. é apenas uma gota de cera quente que turva o balde que despejou na consciência dos seus concidadãos, e não será por ela que quem tem de entender deixa de o fazer. mas que era evitável e é contraditório, é.
decompondo procissões. Inez Paes way, raramente se lê melhor.

cáustico q.b.

A Dita e o Balde: um blogue a acompanhar. vale!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

a aritmética das nuvens

hoje tive uma troca de mails bem interessante. não interessa o tema, que até era equíneo e eu se sou cavaleiro é mais a puxar para a sua vertente cavalheira.
a dada altura escrevi uma frase que, muito mais tarde e já o e-mail sobrevoara meio-mundo e mais a Lua, fez-me voltar a ela, relê-la e gostá-la, como só se gosta quando se embala escadote acima e trepa-se à primeira nuvem que passe.
assim: "Sonhar é mais de metade do Viver, contas que nunca quero ver alteradas".
se fui mau aluno afinal a culpa não foi minha: as matérias é que estiveram sempre trocadas.

quinta-feira, 29 de maio de 2008


(esta não me sai da cabeça)

Sócrates tem mais medo de Manuel Alegre (ou de Mário Soares) que de toda a Oposição parlamentar junta. são prata da casa - e da com chancela, e poderão "exigir partilhas" na família pelo cansaço em ver e rever que a Herança não está a ser respeitada.
com Manuel Alegre (quiça até Mário Soares...) na Presidência da República, ele não se atrevia a metade do que nos tem feito. porque para isso estaria , e não as faria em Imperial conluio a duo.
agora porque Manuel Alegre não está , e quem lá está é o outro.... essa dava pano para mangas e agora não me apetece. só resmungo que de umbigismos partidários e necessidades de afirmação interna de líderes neófitos está o (nosso) Inferno cheio.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

o preço da "gasosa"...

... está pelas "horas da morte"! neste site podem encontrar-se, concelho a concelho, os postos que vendem os combustíveis mais barato.

baía de Pemba

diz quem a conhece que é uma distinção justa.
sem acreditar, digo: "talvez um dia..."

domingo, 25 de maio de 2008

Cadilhe & o Benfica


interpelado num Grupo MSN e nesta mensagem (a que precede) sobre "e o que é que nós temos a ver com isso", tive de responder que aquele e outros Grupos da mesma temática (a diáspora moçambicana e adjacências) não existem exclusivamente para glorificação saudosista da "marrabenta e do frango assado".

depois, alguém que vive bem longe de cá e a quem respeito, pediu-me para alongar-me mais sobre o tema - até pela sua ignorância face ao mundo de distância que o separa. saiu assim, com correcção mínima (supressão de nome do destinatário):


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é tão complicado que até se torna fácil:

o BPN (Banco Português de Negócios) é na estrutura bancária portuguesa um pequeno banco. detido maioritariamente por uma obscura SPN, cuja estrutura accionista ninguém conhece ao certo, excepto que o seu maior accionista conhecido é José Oliveira e Costa, o até à pouco tempo também presidente do banco. um ex-secretário de Estado, já daí reformado.

acontece que o BP (Banco de Portugal) e a CMVM (Comissão de Mercado de Valores Mobiliários) estão - e de há anos... - interessados em saber qual é o tecido e quem são os accionistas-mistério, ou seja os verdadeiros donos do BPN. e já agora as suas contas, para serem auditadas com requintes de esmiúça. pelo CA (Conselho de Administração) deste, BPN, ao longo dos seus mais ou menos dez anos de existência têm passado figuras ilustres do jet-set político nacional, todos com uma constante invaríavel: nenhum lá fica mais de seis meses, vá lá vá lá um ano. Mira Amaral, ex-ministro de vários governos e agora "presidente" dum Banco angolano que cá vai abrir estaminé, é de todos o nome mais sonante. mas há mais, muitos mais... porque é que será que todos 'dão de fróxe' tão depressa, sendo tais cargos tão cheios de mordomias e tão bem remunerados? será porque se apercebem de onde se, ou os, meteram?

acontece que o BP é chato p'ra caraças. e tanto chateou, tanto chateou, que ao J.O. Costa não se lhe viam mais que uma de duas soluções, se não apresentasse os documentos e esclarecimentos solicitados há anos: ou continuava a 'fechar-se em copas' e o próprio BP mexia-se e punha-o na rua, ou demitia-se. escolheu a segunda "por razões de saúde", mas não se esqueceu de deixar o filho no CA, embora não como 1ª figura. para essa é sempre preciso um nome de primeira linha, sonante, bem relacionado e, principalmente, credível nas instituições. afinal trata-se dum Banco e não duma mercearia. entretanto, e nitidamente como situação provisória - tal como o Chalana no Benfica quando o Camacho bateu com a porta - foi promovido a treinador, digo, a presidente, um membro do desagregado CA, por acaso até um conterrâneo nosso, se não erro na grafia do nome Abdool Vakir. enfim, chame-se-lhe 'Chalana' que ele neste contexto não terá verdadeiras razões para se indignar ou ofender.

entretanto continuaram à procura dum 'treinador principal'. a imprensa económica e financeira - como se do Benfica se tratasse - ia avançando nomes, palpites, negas atrás de negas. o último a falar-se, à coisa duma semana e picos atrás, foi o de Miguel Cadilhe, outro ex-ministro e ex mais uma série de coisas prestigiantes e sempre bem remuneradas. enfim, era uma espécie de Erickson e ele até nem disse logo às primeiras "que não". o chato - falaram depois os jornais - é que se descobriu que, aceitando a 'canonização' como presidente do bote em dificuldades, perdia o direito à (uma das várias) reforma vitalícia que tinha como ex-membro dos órgãos doutro banco, este um gigante, o BCP. esteve lá uns tempitos e ganhou o direito a mais uns quase quatro mil euros mensais, a somar aos que haverá de ex-ministro, ex-deputado, ex-quadro do BP, ex-presidente do Int. do Invest. Estrangeiro, tantos ex's que eles são, mas aqueles quase quatro mil euros/mês, vitalícios, fazem-lhe falta. e não esteve com modas, disse que assim não. nem pensar. ainda para mais ao que ia e para onde ia.

bem, afinal mudou de ideias e agora já alinha. certamente que o money não foi problema - afinal trata-se dum Banco, embora mais aparentado com banqueta. e não fica a perder os tais quatro mil ao mês - vitalícios, recordo. aqui, tratando-se de quem se trata, é que é bastante mais inseguro que a 'vitaliciedade' do pagante seja superior à do recebente... mas isso também deve ter sido ponderado, quiça recompensado e feito competente seguro.

agora aguarda-se a posição e decisão do BP. onde, se não erro, também o polivalente dr. Miguel Cadilhe também teve vínculo profissional, antes de ser "chamado a mais alto cargo", ministro das Finanças mais exactamente. mas ele não deve estar preocupado - se os há, os preocupados, estão todos dentro do BPN: desde os empregados aos accionistas conhecidos e desconhecidos: caso o BP, ou a CMVM, levantem problemas, a exemplo por promiscuidade excessiva, - sei lá do que se poderão lembrar os que nos gabinetes de vez em quando lembram-se de parar para pensar e, quem sabe, até consultarem umas leis que já quando aprovadas estavam prematuramente cheias de pó, - e negarem o "entronamento", ele, Cadilhe, que não se preocupe: pode sempre ainda ser chamado para treinador do Benfica se o Quique Flores não ganhar uma catrefa de jogos seguidos. e, lá na 'banqueta', hão-de descobrir um notável desempregado para desenrascar o problema...

isto é Portugal. tu que não vives cá não me admira que desconheças e, provavelmente, até te arrepies. agora quem cá vive... ou só lê 'A Bola' ou a 'Caras', ou está-se nas tintas para o apodrecimento da placenta onde vivemos. até ao dia do parto, e descobrir-se que o nado afinal está morto: sufocou por ignorância conjunta da mãe e do pai e de demais familiares, e desleixo da sociedade em geral - accionistas do BPN e associados de 'futebolês' incluídos.

trocado por miúdos não diverge muito disto, Benfica à parte pois para esse 'cemitério de treinadores' acho que nem o profícuo e prolixo Cadilhe aceitava mais um cargozito, quem sabe outra reforma... ele que delas tanto medo tem de vir a precisá-las e, por isso, não prescinde duma.
excepção à do BCP - trocada a troco de quê? - rima.

afinal a resposta à tal "pergunta dum milhão de dólares" é simples, não é? um abraço de moi.

sábado, 24 de maio de 2008

Cadilhe no BPN

e as inspeções do BP ao BPN? ou Cadilhe vai para lá exactamente para "amansá-las"?
há Bancos e banquetas, há instituições sérias que podem casualmente passar por dificuldades, e há instituições mais que suspeitas por ocultarem sistematicamente dados essenciais ao controle da sua actividade. nestes últimos temos reconhecidamente o BPN.
o que vai para lá fazer Cadilhe? eis a pergunta "dum milhão de dólares"....

sábado, 17 de maio de 2008

quarta-feira, 14 de maio de 2008

(...)

passei por aqui só para dizer Olá!
(sim, sei que tenho "correspondência atrasada"; ao que me lembre, um desafio de "seis coisas que não me importo de..." da IO, e um 'selo da amizade' para redistribuir da Luísa Hingá.
a ambas agradeço a lembrança mas... o je há-de "lá ir", ok? agora agora é que "não dá"... para tudo é preciso disposição e essa, por cá, anda uns furos abaixo)

domingo, 11 de maio de 2008

conta, peso & medida

Não é com quilómetros, metros ou palmos que se mede a distância
entre nós e a solidão.

É mais exacto o baço dos olhos onde o brilho se resguarda,
e do seu opaco turvo avalia-se uma medida
que se aproxime duma possível certeza.
Já agora, meçam-se também os dedos que a escrevem
na tinta mais rude, a que soletra so-li-dão.

Em primeiro temos “so” – filho primogénito do só,
esse nosso vizinho porreiro,
o Senhor Sozinho-Acompanhado.

Segue-se a sílaba “li” – que se lê como se de gritos
não audíveis e medíveis. Tão-pouco lidos e entendidos,
comungados.

E finalmente a última de todas, esta estranha sílaba “dão”.
Inexequível porque esse é tempo e verbo
que se gastou e já não se usa ou mede.
Apenas se escreve e entranha-se no meio das palavras,
onde ganha nova entoação, a de Não.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Jethro Tull


uma vez eu e o Tó fomos até à Namaacha à boleia. ao que íamos não interessa, até porque já prescreveu.

o essencial e que justifica esta "memória" é que levamos um daqueles gravadores portáteis que então existiam, da idade e peso da pedra, tipo caixote como os primeiros telemóveis que por cá apareceram. e levavam seis pilhas e das grandes ainda por cima, ou seja: só a tiracolo e de tantos em tantos quilómetros a carga mudava obrigatoriamente de burro.

pois a verdade é que fartámo-nos de andar, andar, até aparecer uma santa alminha em material rolante que se apiedasse e parásse para uma boleia - as piedosas referências estão contextualizadas e são mais que merecidas, pois os quilómetros "a butes" foram mais que muitos...

bem, e os Jethro Tull? sei lá porquê, por alguma razão foi e o mais certo passa pelo habitual desleixo do "o outro leva, não te rales", nenhum levou cassetes e fomos, estivemos e viemos, sempre a ouvir o 'Aqualung' dos J. Tull, que era a cassete que estava dentro do gravador. Ian Anderson, se não me engano no nome do flautista e vocalista.

podia ter sido pior o que nos tinha calhado, ou até nem lá estar nenhuma. mas a verdade é que eu demorei meses a recuperar da overdose e voltar a ouvi-los...

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Imposto Automóvel - pedido de apreensão de carros online

como é público, a partir deste ano o proprietário registado passa a ser o responsável pelo pagamento do imposto automóvel, mesmo que o tenha vendido há décadas mas o novo proprietário não tenha procedido ao registo da sua compra na Conservatória.

até agora a solução era deslocarmo-nos à antiga DGV, e submetermo-nos a senhas e bichas que nunca mais tinham fim, para pedir a apreensão do carro - única forma de não nos ser exigido o pagamento do imposto dum veículo que já não é nosso.

agora já pode ser feito online. eu acabei de fazê-lo para um carro que vendi há uns 7 anos e que, consultando a minha página pessoal nas 'declarações electrónicas' da DGCI, verifiquei que ainda constava como sendo eu o proprietário. aconselho-vos a fazerem o mesmo: irem verificar que veículos lá constam registados como vosso património.

o acesso ao pedido de apreensão está facilitado pois faz-se com o mesmo sistema das 'declarações electrónicas': username (nº de contribuinte) mais a password pessoal. depois é um mínimo de dados pois basta a matrícula que a marca e o nº do quadro do carro aparecem automaticamente, a morada e o nº do BI, e, no final, imprimir o comprovativo - que é para GUARDAR.

o site é este.

tenham atenção a esta cáca, não vão exigir-vos impostos que pertencem a outro....

terça-feira, 6 de maio de 2008

tá mal!

pois pois... como se trata duma foca e dum pinguim é assunto mui douto e até aparecem cientistas a botar faladura, artigos em revistas daquelas que só os pré-Nobel lêem, etc.
ora um gajo olha com mais emoção para uma ovelhinha, enfim, e há logo aí malta que é capaz de ir chibar-se à GNR, à Quercus, ao raio qu'os parta!
tá mal, pois!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

nacional-tabag"ismo"

neste blogue a leitura é sempre um prazer. não só porque 'bela' mas igualmente pela perspicácia, sentido de humor e, às vezes, também saudavelmente cáustica.
leiam este post sobre a perseguição aos fumadores... e digam-me lá se ela não tem inteira razão!
ps: e atenção aos comentários...

domingo, 4 de maio de 2008

Se Calhar...

era uma vez uma, duas, três. juntaram-se e deu nisto.
ah! elas gostam de mirones-comentadores... :-))

sábado, 3 de maio de 2008

MANIFESTO EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA

o texto do Manifesto (que parece-me desnecessário referir, é contra o 'Acordo Ortográfico') tem o teor abaixo:
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Ex.mo Senhor Presidente da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro de Portugal
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1 – O uso oral e escrito da língua portuguesa degradou-se a um ponto de aviltamento inaceitável, porque fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.Se queremos um Portugal condigno no difícil mundo de hoje, impõe-se que para o seu desenvolvimento sob todos os aspectos se ponha termo a esta situação com a maior urgência e lucidez.
2 – A agravar esta situação, sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado), e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia.Lamenta-se que as entidades que assim se arrogam autoridade para manipular a língua (sem que para tal gozem de legitimidade ou tenham competência) não tenham ponderado cuidadosamente os pareceres científicos e técnicos, como, por exemplo, o do Prof. Óscar Lopes, e avancem atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica. Não há uma instituição única que possa substituir-se a toda esta comunidade, e só ampla discussão pública poderia justificar a aprovação de orientações a sugerir aos povos de língua portuguesa.
3 – O Ministério da Educação, porque organiza os diferentes graus de ensino, adopta programas das matérias, forma os professores, não pode limitar-se a aceitar injunções sem legitimidade, baseadas em “acordos” mais do que contestáveis. Tem de assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto. Sem delongas deve repor o estudo da literatura portuguesa na sua dignidade formativa.O Ministério da Cultura pode facilitar os encontros de escritores, linguistas, historiadores e outros criadores de cultura, e o trabalho de reflexão crítica e construtiva no sentido da maior eficácia instrumental e do aperfeiçoamento formal.
4 – O texto do chamado Acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades – não tem condições para servir de base a qualquer proposta normativa.É inaceitável a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes “mudas” – muitas das quais se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.Não faz sentido o carácter facultativo que no texto do Acordo se prevê em numerosos casos, gerando-se a confusão.Convém que se estudem regras claras para a integração das palavras de outras línguas dos PALOP, de Timor e de outras zonas do mundo onde se fala o Português, na grafia da língua portuguesa.A transcrição de palavras de outras línguas e a sua eventual adaptação ao português devem fazer-se segundo as normas científicas internacionais (caso do árabe, por exemplo).
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Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania.
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